SETEMBRO 2021

INVESTIMENTOS

Inflação cresce em nível global, fruto da diminuição da produtividade causada pela crise da Covid-19

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Confira abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado financeiro no mês de setembro de 2021 e como eles afetaram as carteiras:

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Indicador

CDI
Poupança
IMA-B
Ibovespa
IFMM-A
Dólar
IFIX
IRFM 1+
IDA Geral
IPCA
INPC
IPC

2021

2,52%
1,67%
-2,30%
-6,75%
1,26%
4,67%
-5,40%
-5,87%
4,42%
6,90%
7,21%
7,27%

Ibovespa - Setembro/2021

-6,75%

jul/21

0,36%
0,24%
-0,37%
-3,94%
-0,82%
2,39%
2,54%
-0,83%
0,37%
0,96%
1,02%
1,02%

ago/21

0,43%
0,24%
-1,09%
-2,48%
-0,09%
0,42%
-2,66%
-1,11%
0,44%
0,87%
0,88%
1,44%

set/21

0,44%
0,30%
-0,13%
-6,57%
-0,45%
5,76%
-1,24%
-0,73%
0,61%
1,16%
1,20%
1,13%

Mercados globais

Crise energética na China e o crescimento da inflação no EUA, pressiona expectativas quanto a retomada da economia mundial.

Brasil

O início do mês de setembro foi marcado pela disputa entre os poderes judiciário e executivo, decorrentes dos atos antidemocráticos do feriado de 7 de setembro.

Mercado de ações

O mês de setembro foi marcado pela queda nas bolsas globais, aumento generalizado da inflação.

Inflação

A crise energética que tem atingido não somente o Brasil, teve impacto direto na curva de juros dos principais países, com ênfase ainda maior nos países emergentes.

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CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que quer dizer que cada plano possui sua política de investimentos e carteira que buscam garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente. Isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos. 

Total dos recursos garantidores

R$ 1,55 bilhões

84,06%
4,36%
5,15%

1,69%

3,17%
1,57%

Renda Fixa

Renda Variável

Estruturados

Inv. Exterior

Empréstimos

Imobiliário

Evolução dos Investimentos

(em R$ bilhão)

A EnergisaPrev administra aproximadamente R$ 1,55 bilhão em ativos de investimentos, o patrimônio dos planos é aplicado em diversos segmentos de investimentos, incluindo desde renda fixa até investimentos no exterior. A carteira de investimentos da EnergisaPrev vem passando por uma reformulação nos últimos meses, a gestão tem buscado investimentos que acompanhem o mercado atual, e seus gestores possuem grande capacidade para buscar as melhores alocações.


A aplicação dos recursos é realizada de maneira estratégica, buscando atingir rentabilidades que garantam uma evolução do patrimônio, assegurando os compromissos dos planos hoje e no futuro.

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Detalhamento por Plano

OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

 
 

Inflação cresce em nível global, fruto da diminuição da produtividade causada pela crise da Covid-19. Os custos de energia, escassez de matérias-primas e falta de mão de obra devido aos programas de auxílio desemprego, são apenas alguns dos motivos para os preços estarem aumentando mais rápido que o esperado.

Mercados globais

Além da crise econômica gerada pela queda das commodities e o desmoronamento da Evergrande, a crise energética na China pressiona ainda mais as expectativas quanto a retomada da economia mundial, principalmente a brasileira, que tem o país como seu principal comprador de matéria-prima. 
Com a escassez de energia causando blecautes, os cidadãos chineses pressionam as autoridades para aumentarem as importações de carvão, a fim de manter as luzes de casas acesas, abastecimento de água rodando e indústrias funcionando.


Já nos EUA o debate ainda é sobre o fim dos estímulos monetários, conhecido como “tapering”. Com o avanço parcial do mercado de trabalho e o crescimento da inflação no país dão razões para que o FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto), sinalize a necessidade da redução de compras de ativos no país muito em breve.


Vale lembrar que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) tem divulgado as taxas de juros perto de zero desde março de 2020, prometendo normalizá-las somente após a economia alcançar o pleno emprego, e inflação a 2%.

Brasil

O início do mês de setembro foi marcado pela disputa entre os poderes judiciário e executivo, decorrentes dos atos antidemocráticos do feriado de 7 de setembro. Disputa esta que foi brevemente apaziguada após uma carta conciliadora escrita pelo presidente Jair Bolsonaro, com a ajuda do ex-presidente Temer.


O foco agora é pela busca de recursos para financiar o novo programa social chamado Auxílio Brasil. O poder executivo em conjunto com o legislativo tenta achar uma solução para os precatórios, dado que os recursos usados ficariam fora do teto de gastos. A Reforma do Imposto de Renda vai ser crucial para dar sequência ao programa, pois será da tributação de dividendos que sairão os recursos para o auxílio.
No cenário econômico, o Banco Central brasileiro informou no último dia do mês de setembro (30/09) que subiu de 5,8%, para 8,5% sua estimativa de inflação para o ano de 2021. Assumindo formalmente pela primeira vez, que o teto da meta de 5,25% não será cumprido este ano. 


O Copom por sua vez apertou ainda mais a política monetária, elevando a taxa Selic de 5,25% para 6,25% a.a. Em sua última reunião, o órgão informou que trabalha para trazer a inflação de volta para o intervalo da meta em 2022.

Mercado de Ações

O mês de setembro foi marcado pela queda nas bolsas globais, aumento generalizado da inflação, além da preocupação com o mercado imobiliário chinês, assunto que permanece em pauta.


O S&P 500, índice que mede o desempenho das principais empresas americanas de capital aberto, registrou seu pior desempenho desde março de 2020, com queda de 4,8%. Foi possível observar resultados negativos também no mercado asiático, europeu e latino-americano.


O dólar por sua vez permanece em apreciação frente as outras moedas, encerrando o mês de setembro em R$ 5,44/US$ 1,00. Os países emergentes foram os que mais sentiram impacto com este aumento. 


Já o Ibovespa fechou o mês com perdas de 6,57%, foi o pior mês para a bolsa desde março de 2020, acumulando queda de 6,75% no ano. 


A volatilidade na bolsa não é um bom sinal e tem sido observada pelos investidores estrangeiros a um tempo. Segundo o relatório publicado pela XP Investimentos, o fluxo capital para setembro foi negativo em 4,8 bilhões. Para evitar a perda de mais investidores e trazer aqueles que saíram, o país precisa solucionar a trajetória do risco fiscal e político, de forma a recuperar o crescimento da economia.

 


Inflação

A crise energética que tem atingido não somente o Brasil, teve impacto direto na curva de juros dos principais países, com ênfase ainda maior nos países emergentes. 


O aumento significativo no preço dos combustíveis fósseis como o carvão e gás natural, responsável pela produção de energia nas principais cadeias produtivas do mundo, acentuam a disputa pela commodity, que deve se agravar ainda mais com a chegada do inverno no hemisfério norte. 


A taxa de juros Selic anunciada na última reunião do Copom registrou aumento de 1 ponto percentual, passando de 5,25% para 6,25% ao ano. Esse foi o quinto reajuste consecutivo decidido de forma unanime pelo comitê, a fim de controlar a inflação que atingiu seu pico em setembro. 


O persistente aumento da inflação no país se deve ao aumento dos preços das commodities como alimentos, minérios e petróleo, crise energética por meio dos seus efeitos nas bandeiras tarifárias e recuperação da atividade econômica em todo o mundo com o avanço da vacinação. 

 
 
 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

Para o fundo exclusivo de renda variável ENERGISAPREV FIA, podemos observar a terceira queda consecutiva desde fevereiro 2021, fechando o mês de setembro em -5,88%, com retorno acumulado para o ano de -5,84%. O Ibovespa, índice utilizado como comparativo de performance do fundo apresentou queda de -6,57% no mês, acumulando um resultado negativo de -6,75% ao ano. O baixo desempenho deste segmento se deve aos assuntos já abordados neste relatório: inflação e juros em alta, deterioração fiscal e risco de racionamento de energia, além da desaceleração econômica da China e indicações do início do tapering nos EUA. 

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

Retornos dos Fundos Multimercado Estruturados

 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

O segmento de multimercado é composto pelos fundos VINCI CRÉDITO MULTIESTRATEGIA e ENERGISAPREV FIC FIM. O fundo exclusivo ENERGISAPREV FIC FIM apresentou um retorno de 0,07%, e um retorno acumulado para o ano de 0,95%. O fundo de crédito VINCI CRÉDITO MULTIESTRATEGIA completando a estratégia da fundação está performando bem, apresentando resultados bastante favoráveis mediante as circunstâncias econômicas atuais. Seu retorno foi de 0,71% para setembro, com retorno acumulado no ano de 8,22%, resultado acima dos índices CDI e IFMM-A que são utilizados como comparativo de performance para os fundos. A tabela abaixo demonstra o desempenho dos multimercados na carteira da EnergisaPrev:

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

ESTRATÉGIA EXTERIOR

Essa classe de ativos foi implementada no dia 18 de dezembro. A Fundação selecionou para a estratégia o FOF Multi Global Equities IE FIC com a gestão da área de Fund of Funds do Itaú DTVM. Os fundos investidos pelo ativo são: Morgan US Advantage, Egerton LO, Edgewood US Select, Wellington Strategic, Vanguard 500 Stock, Artisan Global, Vanguard Europe, Vanguard Japan e T. Rowe Japan. 
Este segmento teve seu desempenho negativo principalmente pela queda das commodities em todo o mundo. Com o reaquecimento da economia global, somada a falta de insumos causada pela crise pandêmica, os conflitos entre oferta e demanda já são sentidos em grandes potencias como Europa e China, atingindo por cadeia os países emergentes. 

Retornos dos fundos do exterior

 
 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA FIXA

Com o momento de incertezas no cenário local, que tem afastado os investidores de ativos mais arriscados, e o ciclo de alta de juros que percorre o país, contribuíram para que os fundos de renda fixa começassem a apresentar uma leve melhora no quadro de rendimentos, quando comparado ao mês anterior. 


O fundo VINCI VALOREM apresentou o melhor desempenho dentre os demais fundos, fechando o mês de setembro com um retorno mensal de 1,33%, e retorno acumulado para o ano de 3,30%. 


O quadro ao lado demonstra os resultados dos fundos desde o início do ano:

Retornos dos fundos de renda fixa

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

Com relação aos títulos públicos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a carteira do IMA B apresentou leve recuperação para o mês de setembro, o retorno deste índice ficou negativo em 0,13%. Entre os subíndices, o IMA B5, índice que comporta títulos até cinco anos e indexados ao IPCA, apresentou um desempenho positivo de 1,00%. Esse resultado foi carregado pelo vértice com vencimento em maio de 2022. O IMA B5+ (composto por títulos com mais de cinco anos e indexados ao IPCA), encerrou o mês com perda de -1,26%, justamente por se tratar de ativos com retorno mais longo sua variação é maior, principalmente em vista a volatilidade que o mercado vem presenciando. A tabela abaixo demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à inflação.

Retornos das NTN-B