OUTUBRO 2020

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INVESTIMENTOS

Com eleições americanas e mais casos de Covid-19 na Europa e nos Estados Unidos, bolsa encerra o mês de outubro com desempenho negativo

Confira, abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado econômico no último mês e como eles afetaram as carteiras:

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IBOVESPA

Variação (%) │ No mês 0,69 │ No ano: -18,76 │ Em 12 meses: -13,33

Indicador

CDI
ANBIMA_IMAB
IBOV
BTG_IFMMA
DoLAR
IFIX
ANBIMA_IRFM1+
ANBIMA_IDAGERAL
IBGE_IPCA

2020

2,44%
-0,51%
-18,76%
-0,37%
43,20%
-13,48%
4,76%
2,56%
2,22%

out/20

0,16%
0,21%
-0,69%
-0,37%
2,32%
-1,00%
-0,61%
0,54%
0,86%

Eleições americanas e mais casos de Covid-19 impactam o mercado em outubro

Os mercados seguiram apreensivos à possível judicialização da eleição americana. O candidato Joe Biden mantém dianteira da disputa.  No cenário internacional, o principal destaque é a segunda onda de contágio pelo novo coronavírus.

Banco Central mantém a taxa de juros Selic em 2% a.a seguindo expectativa dos analistas

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 2% a.a. de acordo com expectativas de mercado. A dúvida é o que o Banco Central fará a partir de então, dado o cenário de economia fraca por conta da crise e os sinais de inflação.

Bolsa encerra o mês com desempenho negativo

Em outubro, o índice Ibovespa caiu 0,69%, pelas preocupações com a segunda onda de covid-19 na Europa e algumas regiões dos Estados Unidos. O índice que acumulava ganhos de 7% até o dia 27/10, perdeu na última 7,22%.

Inflação acelera 0,86% em outubro impulsionada pela alta de preços de alimentos e transportes

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,86% em outubro, maior taxa registrada para um mês de outubro desde 2002. No ano, a inflação acumula alta de 2,22% e, em 12 meses, de 3,92%.

CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que quer dizer que cada plano possui sua política de investimentos e carteira que buscam garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente, isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos. 

Evolução dos Investimentos

A EnergisaPrev administra aproximadamente R$ 1,37 bilhões em ativos para mais de 10.000 participantes através de 15 planos de benefícios previdenciários, sendo sete na modalidade de benefício definido, quatro na modalidade de contribuição variável e quatro na contribuição definida. Está entre os 100 maiores fundos de pensão do Brasil, de acordo com o ranking da Abrapp pagando por ano, aproximadamente R$ 100 milhões em aposentadorias e pensões.

Total dos recursos garantidores

R$ 1,37 bilhões

86,46%
4,25%
4,40%
2,88%
1,99%

Renda Fixa

Renda Variável

Estruturados

Empréstimos

Imobiliário

(em R$ bilhão)

O que fizemos nas carteiras

Como informado em relatórios anteriores, foi iniciada a Operacionalização dos Fundos (Fofs), exclusivos para as posições em renda variável e multimercados. No mês de outubro, o setor de investimentos deu continuidade às tratativas para constituição do Fundo. A equipe tem seguido bastante cautelosa em suas análises, devido principalmente ao cenário de volatilidade e incertezas. Em relação a aplicações no exterior, a equipe acompanha os movimentos do câmbio para realizar tal estratégia de investimento na oportunidade correta. É importante ressaltar que todas as decisões em investimentos continuarão sendo tomadas com diligência, transparência e visando o longo prazo.

Detalhamento por Plano

OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

 

O mês foi marcado por mais volatilidade dos mercados, dado o aumento de casos de Covid-19 na Europa, à interrupção das negociações do novo pacote fiscal nos Estados Unidos e eleições americanas. No Brasil, a proximidade das eleições municipais colocou em modo de espera a discussão do orçamento de 2021 e a pauta de reformas do governo. 

Eleições americanas e mais casos de Covid-19 impactam o mercado em outubro

Os mercados seguiram apreensivos à possível judicialização da eleição americana. O candidato Joe Biden mantém dianteira da disputa.  No cenário internacional, o principal destaque é a segunda onda de contágio pelo novo coronavírus.


O número de novos casos segue em ascensão no continente europeu. Como consequência, a elevação nas mortes e hospitalizações gera preocupação em relação à capacidade hospitalar de alguns países. Apesar de escolas e fábricas permanecerem abertas, é esperado que haja contração da atividade econômica no bloco europeu durante o quarto trimestre. Nos Estados Unidos, o quadro também se agrava com o aumento do número de novos casos. 


É consenso entre os analistas de mercado que, quando se refere ao mercado nacional – mesmo com perspectiva de uma economia global melhor após o resultado das eleições americanas e o avanço de alguma vacina para a Covid-19 –, os riscos domésticos seguem sendo primordiais para a economia brasileira. As semanas seguintes à eleição municipal serão fundamentais para reforçar o compromisso com o teto de gastos e a estabilidade da dívida pública. A combinação de incerteza fiscal com alta da inflação de curto prazo torna as ações correntes particularmente importantes para ancorar expectativas de mais longo prazo.

Bolsa encerra o mês com desempenho negativo

Em outubro, o Ibovespa caiu 0,69%. O índice, que acumulava ganhos de 7% até o dia 27/10, perdeu na última semana do mês 7,22% – principalmente pelas preocupações com a segunda onda de covid-19. Ademais, o impasse sobre o pacote de estímulos para a economia americana e incertezas sobre o teto de gastos no Brasil trouxeram volatilidade ao mercado de ações.


A divulgação do aumento de casos de contaminação pelo novo coronavírus nos Estados Unidos e as medidas restritivas de circulação anunciadas por países europeus, como Alemanha e França, deixaram investidores cautelosos. Há, ainda, temor de que haja novo fechamento das economias.


A definição nas eleições americanas, os resultados dos testes das principais vacinas, o número de novos casos de covid-19 e possíveis restrições impostas, assim como a negociação entre União Europeia e Reino Unido quanto ao Brexit e manutenção do teto dos gastos seguem como os principais determinantes dos preços e variações de mercado.

Banco Central mantém a taxa de juros Selic a 2% a.a.

Como esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa de juros Selic ao patamar de 2% a.a., paralisando o processo de baixa da taxa de juros. Em comunicado divulgado após decisão, o Copom informou que “o comitê avalia que a inflação deve se elevar no curto prazo. Contribuem para esse movimento a alta temporária nos preços dos alimentos e a normalização parcial do preço de alguns serviços em um contexto de recuperação dos índices de mobilidade e do nível de atividade”.


A Copom ainda mencionou em sua decisão que não há intenção de reduzir ainda mais a taxa Selic pois os membros entendem “que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”.


Além disso, nota-se que o Copom se preocupa com a queda de diferencial da taxa juros entre Brasil e Estados Unidos, pois um corte maior da Selic em relação à taxa de juros americana – que está no intervalo entre 0,0% e 0,25% –, provoca pressão para desvalorização da moeda brasileira, já que há diminuição do prêmio para que o investidor estrangeiro coloque recursos no país.


A saída de recursos eleva a demanda por moeda estrangeira, impactando assim o câmbio. Com uma valorização ainda maior do dólar, o Banco Central teria que agir para que tal aumento não impulsione a inflação.

 

Inflação acelera 0,86% em outubro e foi impulsionada pela alta dos preços em alimentos e transportes

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,86% em outubro, maior taxa registrada para um mês de outubro desde 2002. No ano, a inflação acumula alta de 2,22% e, em 12 meses, de 3,92%.

 
 
 

IBGE IPCA

Apesar da alta, ela segue abaixo do centro da meta do governo para 2020, de 4%. O IPCA ainda pode oscilar acima ou abaixo do centro da meta em 1,5%, ou seja, podendo variar entre 2,5% e 5,5%. De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, analistas das instituições financeiras projetam uma inflação de 2,12% em 2020.


A inflação subiu 0,64%, puxada pela alta nos preços dos alimentos e transportes. O grupo alimentação e bebidas subiu 1,93% e teve o maior impacto sobre o IPCA (0,39%). No grupo transportes, segundo maior impacto na inflação de outubro, as passagens aéreas tiveram o maior impacto no índice.


Apesar da alta da inflação, o COPOM – na reunião que manteve a taxa de juros Selic a 2% a.a. – afirmou que “mantém o diagnóstico de que esse choque é temporário, mas monitora a sua evolução com atenção”.


Em meio ao complexo panorama enfrentado mundialmente, dado que os próximos meses ainda tendem à volatilidade – ao menos até que se encontre uma solução no campo médico-científico, que o cenário fiscal brasileiro e os impactos das eleições americanas fiquem mais claros –, os participantes da EnergisaPrev podem ter a certeza de que todas as decisões em investimentos continuarão a ser tomadas com diligência, transparência, visando diversificação do portfólio; buscando a melhor relação entre risco e retorno e visando o longo prazo. 


Para isso, a Fundação os convida a tirarem todas as suas dúvidas sobre rentabilidade, características de seu plano e estratégias implementadas por meio de seus canais de relacionamento. Nesse período de volatilidade elevada, é importante o foco no longo prazo e, por isso, quanto mais informados e mais próximos estivermos, maior será o sucesso e eficiência nessa longa relação. Conte sempre com a EnergisaPrev!

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

Como pode ser observado no quadro ao lado e mencionado ao longo do relatório, as estratégias foram negativas em outubro. No mês, ocorreram diversas divulgações de  resultados das empresas, referentes ao terceiro trimestre de 2020, o que levou a uma grande dispersão nos retornos dos fundos de ações. Todos os Fundos da estratégia obtiveram retornos negativos e abaixo do Ibovespa, refletindo o panorama do mercado. Porém, ao olhar janelas mais longas (12, 24 e 36 meses) o retorno médio dos fundos é substancialmente melhor que o do Ibovespa. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos de renda variável da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

 
 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

Essa classe de ativo apresentou desempenho positivo, e acima do CDI em três estratégias: Absolut, Bahia e SPX Nimitz. Esse último Fundo obteve resultado satisfatório dado sua bem sucedida estratégia em juros e moedas. A gestora informou que segue com aposta na alta de juros no curto prazo e está vendida em moedas de países emergentes, mas não informa quais são as moedas e nem se o real está entre elas. Em bolsa, a Gestora segue comprada em setores cíclicos nos Estados Unidos e na bolsa brasileira, em ações dos setores de utilities (serviços públicos), consumo e mineração. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos multimercado da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos multimercado

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

 

ESTRATÉGIA DE RENDA FIXA

O quadro fiscal segue impactando os títulos de renda fixa. O destaque do mês foi para os ativos atrelados à inflação, que tiveram resultado positivo e menor volatilidade. A inflação acima do esperado contribuiu positivamente para o resultado. Entretanto, os ativos prefixados sofreram devido ao aumento da curva de juros nominal. Somente os ativos de curtíssimo prazo, até um ano, tiveram resultado positivo, fechando o mês próximos ao CDI. Por sua vez, o IMA-S, da ANBIMA, que representa todos os vencimentos do tesouro Selic ou LFTs, terminou o mês com aproximadamente 85% do resultado do CDI. Os fundos de crédito tiveram mais um mês bastante positivo. O carrego dos papéis, em geral, está ajudando os fundos com os bons retornos mesmo com a abertura de taxas recente. Os principais ganhos se concentraram nos Fundos Vinci Valorem e JGP FIC FIRF, que obtiveram retorno de 0,53% e 0,20%, respectivamente.

Retornos dos fundos de crédito privado

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

 

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

O comportamento da curva de juros se mostrou, durante o mês, novamente em alta, em especial os vencimentos intermediários, com queda apenas nos títulos de vencimento em 2023. Vale lembrar que o investidor só terá as perdas ou os ganhos apontados caso efetivamente venda os papéis antecipadamente. Caso os carregue até o vencimento, o retorno respeitará as taxas e as condições contratadas no momento de aquisição dos títulos. A tabela ao lado demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à inflação.

Retornos das NTN-B