NOVEMBRO 2020

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INVESTIMENTOS

Bolsa sobe 15,9% no mês e dólar

tem queda de 7% em novembro

Confira, abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado econômico no último mês e como eles afetaram as carteiras:

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Câmbio vs Bolsa (em %)

Indicador

CDI
ANBIMA_IMAB
IBOV
BTG_IFMMA
DoLAR
IFIX
ANBIMA_IRFM1+
ANBIMA_IDAGERAL
IBGE_IPCA

2020

2,59%
1,48%
-5,84%
2,20%
32,28%
-12,17%
5,24%
3,54%
3,13%

nov/20

0,15%
2,00%
15,90%
2,58%
-7,63%
1,52%
0,46%
0,95%
0,89%

Bolsa acumula alta de 15,98% e chega aos 108.893 pontos, impulsionada por otimismo internacional

O mês de novembro foi positivo para os ativos de risco. O início da imunização à Covid-19 no mundo e a eleição norte-americana alavancaram o mercado de ativos. A confirmação eleitoral de Joe Biden foi marcada por indicações aos principais cargos da nova administração e por fortalecimento econômico.

Estrangeiros colocam R$ 30 bilhões na Bolsa em novembro, mas continuidade depende do comprometimento fiscal e de políticas ambientais

O volume de estrangeiros na bolsa de valores brasileira atingiu aproximadamente R$ 30 bi, mas ainda resta recuperar R$ 53 bilhões retirados ao longo do ano. A melhoria das contas públicas segue como propulsor para essa recuperação.

PIB cresce 7,7% no 3° trimestre de 2020, mas não recupera perdas da pandemia, ficando -4,1% abaixo da expectativa para o período

Apesar do resultado para o Produto Interno Bruto (PIB) no trimestre ser positivo, ainda segue distante dos números esperados pré-pandemia. Observa-se que o consumo das famílias será o principal fator de recuperação da atividade a partir dos próximos trimestres dado o lado fiscal.

Inflação (IPCA) em novembro teve alta de 0,89% impulsionada pela alta dos preços dos alimentos e combustíveis

Segundo o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) esse resultado é o maior para um mês de novembro desde 2015 (1,01%) e maior alta mensal desde dezembro de 2019 (1,15%). No acumulado do ano, o IPCA registra alta de 3,13% e, em 12 meses, de 4,31%. Resultado acima da meta de inflação do governo para este ano, que é de 4%.

CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que quer dizer que cada plano possui sua política de investimentos e carteira que buscam garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente, isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos.

Total dos recursos garantidores

R$ 1,38 bilhões

86,15%
4,75%
4,46%
2,90%
1,74%

Renda Fixa

Renda Variável

Estruturados

Empréstimos

Imobiliário

(em R$ bilhão)

A EnergisaPrev administra aproximadamente R$ 1,38 bilhões em ativos para mais de 10.000 participantes através de 15 planos de benefícios previdenciários, sendo sete na modalidade de benefício definido, quatro na modalidade de contribuição variável e quatro na contribuição definida. Está entre os 100 maiores fundos de pensão do Brasil, de acordo com o ranking da Abrapp pagando por ano, aproximadamente R$ 100 milhões em aposentadorias e pensões.

Evolução dos Investimentos

O que fizemos nas carteiras

Como informado em relatórios anteriores, foi iniciada a Operacionalização dos Fundos (Fofs), exclusivos para as posições em renda variável e multimercados. No mês de outubro, o setor de investimentos deu continuidade às tratativas para constituição do Fundo, agendado para ocorrer em dezembro. Visando a redução de custo para todos os planos, a equipe de investimentos implementou durante o mês a alteração do prestador de serviço de custódia dos planos administrados. Desde o dia 27 de novembro, o Bradesco segue como novo custodiante. Iniciou-se também as chamadas de capital do Fundo Vinci Multiestratégia Institucional FI Multimercado Crédito Privado. O ativo é um Fundo de condomínio fechado com prazo de 10 anos e retorno alvo de IPCA + 5,5% a 6% a.a líquido para o costista. Quanto às aplicações no exterior, a equipe acompanha os movimentos do câmbio e vem fazendo reuniões com Gestores para realizar tal estratégia de investimento na oportunidade correta. A equipe tem seguido bastante cautelosa em suas análises, devido principalmente ao cenário de volatilidade e incertezas. É importante ressaltar que todas as decisões em investimentos continuarão sendo tomadas com diligência, transparência e visando o longo prazo.

Detalhamento por Plano

OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

 

O mês foi marcado por movimentos de apreciação dos mercados, dado os resultados dos testes de vacinas em desenvolvimento e pelo resultado das eleições americanas. No Brasil, os mercados também tiveram ganhos em linha com o cenário global. 

Bolsa acumula alta de 15,98% e chega aos 108.893 pontos, impulsionada por otimismo internacional

O mês de novembro foi positivo para os ativos de risco. O início da imunização à Covid-19 no mundo e a eleição norte-americana alavancaram o mercado de ativos. A confirmação eleitoral de Joe Biden foi marcada por indicações aos principais cargos da nova administração e por fortalecimento da economia estado-unidense. 


Nomes como o da ex-presidente do Banco Central Americano (FED) Janet Yellen para o Tesouro, Neera Tanden para o gabinete de gestão e orçamento e Cecilia Rouse para o Conselho de Consultores Econômicos evidenciam uma gestão comprometida em reverter o conservadorismo patriarcal de Trump, com a ocupação de mulheres nas mais estratégicas cadeiras da equipe governamental. 
A expectativa de uma vacina eficaz também contribuiu para o resultado mensal. O êxito nos testes de algumas empresas facilitou a aprovação pelos órgãos reguladores, que já permitem aplicação da vacina à população. Estima-se que, com o início da vacinação mundial em dezembro, parcela relevante da população esteja imunizada até meados de 2021. 


No Brasil, o número de casos aumentou em algumas das principais capitais do país. Apesar disso, parece haver pouca disposição para a adoção e medidas de restrição severas e também de inclinação por parte do governo federal prorrogar os benefícios emergenciais. 


Levando em consideração um bom contexto externo, o principal desafio segue sendo o controle das contas públicas. Devido os gastos com a pandemia, o  Brasil deve fechar o ano com uma dívida pública próxima de 100% do PIB. O cumprimento do desafio será preponderante para que o país possa se beneficiar da liquidez mundial

Estrangeiros colocam R$ 30 bilhões na Bolsa em novembro, mas a continuidade depende do comprometimento fiscal e de políticas ambientais

Após consecutivos meses de saída de capital estrangeiro do Brasil, a bolsa de valores brasileira atingiu aproximadamente R$ 30 bilhões em patrimônio internacional, o maior volume em mais de duas décadas. 


O movimento de apreciação, de maneira geral, impactou os mercados emergentes devido a perpectivas animadoras em relação a vacina, ao elevado volume de dinheiro disponível dado os estímulos dos governos e aos juros muitos baixos. Tal combinação aumentou o apetite de risco dos investidores estrangeiros que vêm em busca de maior rentabilidade.


Ainda resta recuperar, no entanto, R$ 34 bilhões retirados ao longo do ano. A melhoria das contas públicas e políticas ambientais seguem como propulsoras para essa recuperação.

Ademais, merecem atenção como risco externo o cronograma de vacinação, o pacote de estímulos fiscais, as negociações entre União Europeia e Reino Unido quanto ao Brexit e as indicações das medidas econômicas do novo governo americano. Já como risco interno, observa-se o risco fiscal e o quadro sanitário.

PIB cresce 7,7% no 3° trimestre de 2020, mas não recupera perdas da pandemia, ficando -4,1% abaixo da expectativa para o período

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,7% no terceiro trimestre em relação ao período anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2019, o PIB apresentou queda de 3,9%. O resultado veio mais fraco do que as expectativas do mercado, que esperavam um crescimento de 8,8%.


Apesar do PIB no trimestre ser positivo, ainda segue distante do nível pré-crise. Observa-se que o crescimento ocorreu sobre uma base muito baixa quando o país estava no auge da crise pandêmica (-9,7%). 


A economia ainda se encontra no mesmo patamar de 2017, com uma queda acumulada de 5% de janeiro a setembro em relação ao mesmo período de 2019. Observa-se que o consumo das famílias será o principal fator de recuperação da atividade a partir dos próximos trimestres dado o lado fiscal.

 

Inflação (IPCA) em novembro teve alta de 0,89% impulsionada pela alta dos preços dos alimentos e combustíveis

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,89% em novembro, maior taxa registrada para um mês de outubro desde 2015. No ano, a inflação acumula alta de 3,13% e, em 12 meses, de 4,31%.

 
 
 

Estrangeiros na Bolsa (em bilhões)

IPCA (Em %)

A maior variação, mais uma vez, veio do grupo de alimentação e bebidas (2,54%). A segunda, dos transportes (1,33%). A alta dos alimentos é explicada pelo aumento da demanda, dado os auxílios concedidos pelo governo e às exportações estimuladas pelo câmbio alto. Já nos transportes, a maior pressão veio da gasolina e do etanol. 


Em meio ao complexo panorama enfrentado mundialmente, ao considerar que os próximos meses ainda tendem à volatilidade – ao menos até que se encontre uma solução no campo médico-científico e que o cenário fiscal brasileiro fiquem mais claros –, os participantes da EnergisaPrev podem ter a certeza de que todas as decisões em investimentos continuarão a ser tomadas com diligência, transparência, visando diversificação do portfólio; buscando a melhor relação entre risco e retorno e visando o longo prazo. 


Para isso, a Fundação os convida a tirarem todas as suas dúvidas sobre rentabilidade, características de seu plano e estratégias implementadas por meio de seus canais de relacionamento. Nesse período de volatilidade elevada, é importante o foco no longo prazo e, por isso, quanto mais informados e mais próximos estivermos, maior será o sucesso e eficiência nessa longa relação. Conte sempre com a EnergisaPrev.

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

Como pode ser observado no quadro ao lado e ao longo do relatório, as estratégias foram positivas em novembro. No mês, as principais contribuições ficaram concentradas nos setores de Mineração e Energia (Óleo e Gás). O petróleo subiu cerca de 25% nos mercados internacionais, o minério de ferro subiram perto de 10%. Todos os Fundos da estratégia obtiveram retornos positivos, refletindo o panorama do mercado. O Ibovespa subiu 15,90% e o índice de Small Caps foi positivo em 16,64%. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos de renda variável da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

 
 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

Essa classe de ativo apresentou desempenho positivo e acima do CDI nas estratégias. O Fundo Kapitalo Kappa apresentou um resultado bastante satisfatório. O Gestor do Fundo mantém posições compradas em moedas de países desenvolvidos contra o dólar, em ouro, posições em bolsas de países desenvolvidos e de emergentes asiáticos, e posições aplicadas em mercados de juros emergentes.  A única exceção ficou por conta do Fundo SPX Nimitz, que apresentou resultado negativo, impactado pelos books de moedas e juros. O Gestor é conhecido pelo pessimismo e por apresentar posições descorrelacionadas aos demais fundos. Observe que essa estratégia amortece impactos negativos, como ocorreu em outubro, onde todos os Fundos apresentaram retornos negativos o SPX não. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos multimercado da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos multimercado

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

 

ESTRATÉGIA DE RENDA FIXA

O quadro fiscal segue impactando os títulos de renda fixa. A incerteza à situação fiscal, com aumento do prêmio dos títulos públicos impactando as LFTs, e a piora da inflação no curto prazo fizeram com que o mercado de juros continuasse neutro. A carteira dos Fundos Itaú Alocação Dinâmica, Santander Ativo e Vinci Multiestratégia seguem com liquidez elevada até que o cenário fiscal fique mais claro. O Fundo Vinci Valorem segue posicionado em títulos mais curtos e que se beneficiam com números mais altos da inflação. Tal alocação em juro nominal curto e a recuperação econômica mostram que o atual patamar da SELIC pode estar muito baixo. Os principais ganhos se concentraram nos Fundos Vinci Crédito Multiestratégia e Vinci Valorem, que obtiveram retorno de 0,92% e 0,83%, respectivamente.

Retornos dos fundos de crédito privado

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

 

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

Retornos das NTN-B

A curva de juros perdeu inclinação no mês de novembro. Os títulos públicos indexados a inflação (NTN-Bs ou Tesouro IPCA) rentabilizaram em média 2%. Dentre os motivos está os repetidos discursos do Banco Central em ressaltar que o aumento da inflação é algo pontual e não estrutural, acorando as expectativas de que os juros não subirão tão cedo e mantendo a parte curta da curva mais estável. O leilão expressivo do Tesouro concentrado em papéis de curto prazo também adicionou pressão baixista na curva juros. A tabela ao lado demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à inflação.