MARÇO 2022

INVESTIMENTOS

Pressão inflacionária global traz novos desafios para as políticas monetárias de diversos países.

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Confira abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado financeiro no mês de março de 2022 e como eles afetaram as carteiras:

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Ibovespa - Março/2022

Indicador

CDI
Poupança
IMA-B
Ibovespa
IFMM-A
Dólar
IFIX
IRFM 1+
IDA Geral
IPCA
INPC
IPC

14,48%

2022

2,43%
1,57%
2,87%
14,48%
3,65%
-15,51%
-0,86%
0,79%
3,13%
3,20%
3,42%
2,95%

jan/22

0,73%
0,56%
-0,73%
6,98%
0,55%
-4,00%
-1,00%
-0,50%
0,32%
0,54%
0,67%
0,74%

fev/22

0,76%
0,50%
0,54%
0,89%
0,44%
-4,07%
-1,26%
0,48%
0,81%
1,01%
1,00%
0,90%

mar/22

0,93%
0,50%
3,07%
6,06%
2,63%
-8,26%
1,42%
0,81%
1,98%
1,62%
1,71%
1,28%

Mercados globais

Países ocidentais seguem impondo relevantes sanções à Rússia, o que, além de debilitar a economia do país, vem provocando importantes consequências para o mundo. 

Brasil

Além da guerra que vem impactando economicamente diversos países, um dos fatores que podem intensificar
a alta dos preços no Brasil de acordo com o COPOM,
são os riscos em relação a política fiscal do governo.

Mercado de ações

O Ibovespa encerrou o mês de março novamente em alta, desta vez de 6,06%. Para 2022, o acúmulo fica positivo em 14,48%. 

Inflação

O IPCA, índice responsável por medir a inflação do país, subiu para 1,62% em março, acumulando alta de 3,20% para o ano de 2022.

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CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que quer dizer que cada plano possui sua política de investimentos e carteira que buscam garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente. Isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos.

Total dos recursos garantidores

R$ 1,57 bilhões

85,46%
4,12%
4,31%

0,90%

3,58%
1,63%

Renda Fixa

Renda Variável

Estruturados

Inv. Exterior

Empréstimos

Imobiliário

Evolução dos Investimentos

(em R$ bilhão)

A EnergisaPrev administra aproximadamente R$ 1,57 bilhão em ativos de investimentos, o patrimônio dos planos é aplicado em diversos segmentos de investimentos, incluindo desde renda fixa até investimentos no exterior. A carteira de investimentos da EnergisaPrev vem passando por uma reformulação nos últimos meses, a gestão tem buscado investimentos que acompanhem o mercado atual, e seus gestores possuem grande capacidade para buscar as melhores alocações.

A aplicação dos recursos é realizada de maneira estratégica, buscando atingir rentabilidades que garantam uma evolução do patrimônio, assegurando os compromissos dos planos hoje e no futuro.

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Detalhamento por Plano

 

OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

 

Um mês após a invasão da Rússia à Ucrânia, a ameaça de um ataque nuclear continua e negociações de paz entre os países segue a passos lentos. Enquanto isso, a pressão inflacionária global traz novos desafios para as políticas monetárias de diversos países.

Mercados globais

A guerra entre Ucrânia e a Rússia prossegue e a resistência oferecida pelos ucranianos tem sido muito superior ao esperado. 


Condições como neutralidade ucraniana e o reconhecimento da Crimeia como território russo foram alguns dos assuntos abordados durante a reunião realizada entre os países em 29 de março, que finalizou sem qualquer acordo firmado entre ambas as partes. 


Enquanto isso, autoridades ucranianas e entidades ocidentais afirmaram que tropas russas tem se reposicionado dentro da Ucrânia, especialmente em Donbass, região reconhecida como independente por Vladimir Putin.


Respondendo a este cenário, países ocidentais seguem impondo relevantes sanções à Rússia, o que, além de debilitar a economia do país, vem provocando importantes consequências para o mundo. 
As commodities em particular, têm apresentado forte elevação de preços, tornando ainda mais desafiador o controle da inflação por parte dos bancos centrais. Nesta direção, o FED (Federal Reserve) indicou crescente preocupação com a inflação, o que sugere um ciclo de aperto monetário cada vez mais substancial.  


Em março, o FED anunciou alta da taxa básica de juros em 0,25 p.p. (ponto percentual), a primeira desde 2018. Autoridades do banco central ainda disseram que a taxa pode aumentar 0,5 p.p. no próximo encontro, que ocorrerá em 04 de maio.

Brasil

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (COPOM), decidiu por unanimidade elevar a taxa de juros SELIC de 10,75% para 11,75% ao ano. Com isso, a taxa alcançou o maior nível em quase cinco anos. 
De acordo com a projeções de analistas do mercado financeiro, a SELIC deve voltar a subir nos próximos meses. A previsão é de que o juro básico suba para 13,00% ao ano, permanecendo neste patamar até o fim de 2022.


Além da guerra que vem impactando economicamente diversos países, um dos fatores que podem intensificar a alta dos preços no Brasil de acordo com o COPOM, são os riscos em relação a política fiscal do governo, dado a recente mudança na regra do teto de gastos.


Em ata, o comitê reiterou que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para o crescimento sustentável sem descontrole das contas.


Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro, anunciou pacote de medidas para estimular a economia neste ano eleitoral. Pela estimativa do governo, o conjunto de ações deve injetar mais de R$ 150 bilhões na economia brasileira. 


A iniciativa inclui saque do FGTS, antecipação do 13° do INSS e liberação de crédito para micro e pequenas empresas. As medidas incluem ainda a autorização para beneficiários do Auxílio Brasil e do BPC contratarem crédito consignado (com desconto em folha).

Mercado de Ações

O Ibovespa encerrou o mês de março novamente em alta, desta vez de 6,06%. Para 2022, o acúmulo fica positivo em 14,48%. 


Os índices S&P 500 (índice que mede o desempenho das principais empresas americanas de capital aberto) e Nasdaq (bolsa de valores sediada em Nova Iorque) por sua vez, registraram avanços de 4,6% e 4,5% no mesmo período, recuperando parte das perdas acumuladas de 4,00% e 8,00% no ano, respectivamente. 


Assim como nos dois primeiros meses do ano, o principal protagonista do desempenho positivo da bolsa brasileira ficou por conta do maciço ingresso de recursos de investidores estrangeiros, acumulados em R$ 64 bilhões no ano.


Nos Estados Unidos, os dados de inflação, principal risco atualmente monitorado pelos investidores, continuam surpreendendo. O índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro registrou variação de 7,9% nos últimos 12 meses, o maior patamar em mais de 40 anos.

A alta é impulsionada principalmente por itens como alimentação, energia e combustível. Vale ressaltar que a inflação do mês ainda não reflete as consequências nos preços causados pela guerra. Com a alta dos preços, se concretiza as expectativas que o FED continue a reverter os juros para cima, abandonando de vez a política de juros zeros que injetou milhões na economia em 2021.


Inflação

O IPCA, índice responsável por medir a inflação do país, subiu para 1,62% em março, acumulando alta de 3,20% para o ano de 2022. Em 12 meses, o índice atingiu acúmulo de 11,30%, maior alta no país desde 1994. 


Os principais setores que contribuíram para este resultado foram os de transportes (3,02%) e de alimentação e bebidas (2,42%). Juntos, representam 72% do IPCA de março. 


O real por sua vez apresentou apreciação de 15% no ano, permanecendo em seu posto de melhor performance contra o dólar em 2022. Já o dólar, encerrou o mês cotado a R$ 4,75/US$ 1,00.
Investidores estrangeiros seguem aplicando pesado em commodities e bancos no Brasil. Este fator, somado a elevação dos juros dos EUA, tem contribuído para a fuga de capital dos americanos em papéis de crescimento, como são chamadas as companhias que apostam em teses de crescimento futuro. 


No entanto, cabe destacar que este quadro pode ser alterado a qualquer momento, devido a busca mais intensa pela normalização da política monetária em diversos países. Os desafios locais com a proximidade das eleições de 2022, bem como o adiamento das discussões de reformas fiscais, também colocam em risco a performance do real nos próximos meses.  


O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou alta de 0,5% no quarto trimestre de 2021 na comparação com o terceiro trimestre. O crescimento da economia foi puxado principalmente pela alta nos setores de serviços (4,7%) e da indústria (4,5%), que juntos representam 90% do PIB no país. 

 
 
 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

O fundo exclusivo de renda variável ENERGISAPREV FIA, encerrou o mês com um retorno positivo de 4,82%. Seu acúmulo para o ano de 2022 ficou em 9,65%.


Conforme citado neste relatório, os investidores têm migrado seus ativos para áreas ligadas a commodities e bancos, situados principalmente em países emergentes. Este fator, somado a elevação dos juros dos EUA, que, apesar da grande volatilidade, vem favorecendo ativos ligados a bolsa, como é o caso do segmento em renda variável. 

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

Retornos dos Fundos Multimercado Estruturados

 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

 O segmento de multimercado é composto pelos fundos ENERGISAPREV FIC FIM e VINCI CRÉDITO MULTIESTRATEGIA. Ambos os fundos apresentaram performance acima do benchmark, segmento este que também tem se beneficiado dos ganhos quanto as mudanças do cenário econômico, assim como a renda variável. 


Nosso fundo exclusivo ENERGISAPREV FIC FIM por exemplo, apresentou um retorno positivo de 3,29% no mês. Acumulando ganhos de 3,94% para 2022. O fundo VINCI CRÉDITO MULTIESTRATEGIA, também segue com retorno positivo, agora de 2,15%, acumulando crescimento para o ano de 3,33%.


A tabela abaixo demonstra o desempenho dos multimercados na carteira da EnergisaPrev:

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

ESTRATÉGIA EXTERIOR

Essa classe de ativos foi implementada no dia 18 de dezembro de 2020. A Fundação selecionou para a estratégia o FOF Multi Global Equities IE FIC com a gestão da área de Fund of Funds do Itaú DTVM. Os fundos investidos pelo ativo são: Morgan US Advantage, Egerton LO, Edgewood US Select, Wellington Strategic, Vanguard 500 Stock, Artisan Global, Vanguard Europe, Vanguard Japan e T. Rowe Japan. 


Este segmento vem apresentando desempenho negativo devido as fortes retiradas de estímulos econômicos nos Estados Unidos, o tom mais abrupto do Banco Central americano em relação ao aumento da taxa de juro, e o do reconhecimento sobre inflação persistente. Estas características têm contribuído para que os investidores migrem seus ativos para países mais resilientes e baratos, como países europeus e emergentes, enquanto o quadro americano fiscal se estabilizar. 

Retornos dos fundos do exterior

 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA FIXA

Os fundos de renda fixa permanecem no radar dos investidores. O ciclo de alta da Selic e a procura por instrumentos de renda fixa mais conservadores devem continuar favorecendo a captação principalmente de fundos de crédito e, por consequência, o fechamento de spreads (diferença entre o preço de compra e venda de uma ação) dos títulos.


Nosso fundo exclusivo por exemplo, ENERGISAPREV FIRIF CP, apresentou o melhor desempenho dentre os demais fundos no mês, encerrando março com um retorno mensal positivo de 2,80%.


O quadro ao lado demonstra os resultados dos fundos desde o início do ano:

Retornos dos fundos de renda fixa

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

Com relação aos títulos públicos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a carteira do IMA B apresentou uma expressiva melhora neste último mês. Seu retorno foi de 0,54% em fevereiro, para 3,07% do mês de março. 


Para os subíndices, como o IMA B5, índice que comporta títulos até cinco anos e indexados ao IPCA, também não foi diferente, seu retorno subiu de 1,06% em fevereiro, para 2,61% em março.


Já o IMA B5+ (composto por títulos com mais de cinco anos e indexados ao IPCA), foi o índice que apresentou recuperação mais significativa, indo de 0,01% em fevereiro, para 3,56% em março. Vale lembrar que o índice IMA B5+ por se tratar de ativos com retorno mais longo, possui uma variação maior.


Apesar do cenário de inflação desafiador, a ação firme do Banco Central sinalizando o fim do ciclo do aperto monetário, além da acomodação das commodities e melhora do ambiente para mercados emergentes, reduziram as pressões sobre a curva de juros, o que contribuiu para o aumento positivo no retorno dos ativos de renda fixa.


A tabela abaixo demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à inflação.

Retornos das NTN-B