MAIO 2020

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INVESTIMENTOS

Em maio, Brasil recupera pontos na bolsa apesar de crise política; mercados mundiais ensaiaram recuperação, ainda que em menor intensidade

Confira, abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado econômico no último mês e como eles afetaram as carteiras:

Redução da Taxa de Juros Selic

Indicador

CDI

IMAB

IBOV

IFMMA

DÓLAR

IFIX

IRFM1+

IDA

IPCA

2020

1,54%

-3,64%

-24,42%

-2,23%

34,63%

-16,89%

4,94%

-2,01%

-0,16%

mai/20
0,24%
1,52%
8,57%
2,15%
-0,01%
2,07%
1,92%
1,31%
-0,38%

Evolução do novo coronavírus ainda gera inseguranças no mercado de ativos;

Crise política brasileira aumenta risco-país e afasta investidores internacionais;

Taxa Selic tem queda pela quarta vez no ano. BACEN acredita que política irá estabilizar inflação e reaquecer economia;

Deflação pelo segundo mês consecutivo prejudica arrecadação;

CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que quer dizer que cada plano possui sua política de investimentos e carteira que buscam garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente, isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos.

Total dos recursos garantidores

R$ 1,35 bilhões

Evolução dos Investimentos

A EnergisaPrev administra R$ 1,35 bilhões em ativos para mais de 10.000 participantes através de 15 planos de benefícios previdenciários, sendo sete na modalidade de benefício definido, quatro na modalidade de contribuição variável e quatro na contribuição definida. Está entre os 100 maiores fundos de pensão do Brasil, de acordo com o ranking da Abrapp pagando por ano, aproximadamente R$ 100 milhões em aposentadorias e pensões.

(em R$ bilhão)

O que fizemos nas carteiras

Reduzimos ainda mais as posições em fundos de crédito privado com o objetivo de suavizar a volatilidade da parcela de renda fixa nessa classe de ativo e fortalecer a proteção de caixa dos planos de benefícios.

Nas demais classes de ativos, estamos revisando nossas posições, buscando otimizar estratégias das carteiras e aumentar a diversificação dos portfólios para encontrar novas e mais atraentes fontes de retorno.

Detalhamento por Plano

 

OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

Ao decorrer dos últimos meses, foi possível observar que o foco dos veículos de imprensa e também de nossas publicações têm sido, de maneira geral, a pandemia de novo coronavírus e seus impactos na economia e nos investimentos — dado que ainda restam dúvidas sobre a evolução e comportamento da doença em algumas regiões do mundo.

Mesmo que os cenários não considerem uma segunda onda de casos neste momento, são muitas as incertezas sobre como se dará o retorno da economia. Os mercados mundiais, por sua vez, ensaiaram um movimento de recuperação ao longo de maio, ainda que em menor intensidade em relação ao mês anterior.

 

Crise política

 

Quando o assunto é mercado brasileiro, a performance dos ativos no mês de maio foi positiva, ainda que bastante volátil em meio à instabilidade política — devido à saída de Henrique Mandetta no Ministério da Saúde e de Sérgio Moro no Ministério da Justiça em abril. Instabilidade essa que se agrava no planalto, em maio, com a saída do até então novo Ministro da Saúde Nelson Teich, recém-empossado.

Taxa Selic

 

No início do mês maio ocorreu, também, a terceira reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), no qual, por unanimidade, o colegiado aprovou a redução da taxa Selic para 3% ao ano. Na ocasião, ainda, o COPOM indicou nova redução prevista para junho, que levará a taxa a 2,25% ao ano, em atenção à fraqueza da atividade e à inflação persistentemente abaixo da meta.

Deflação

 

Ainda, quando se fala em inflação abaixo da meta, é importante ressaltar que os preços caíram no país pelo segundo mês consecutivo. Segundo o IBGE, o IPCA registrou deflação de 0,38% em maio, depois de recuar 0,31% em abril. Tal declínio, por sua vez, não são motivo de comemoração, já que a queda dos preços é consequência da redução no consumo dos brasileiros — seja porque estão saindo menos de casa, diante das restrições impostas pela pandemia, ou porque perderam renda e emprego e tiveram que cortar gastos.

 

Em função desse comportamento de baixo consumo e contenção, a receita da indústria cai, a arrecadação de impostos diminui, empresários interrompem investimentos, contratações e, no limite, se veem obrigados a demitir funcionários ou até em fechar suas portas. Tal cadeia gera o aumento do número de desempregados que, por ausência de salário, reduzem ainda mais suas despesas e aquisições.

 

Como resultado, temos o recuo ainda maior da arrecadação. Em poucos meses, veremos um crescimento da dívida pública que acentuará ainda mais o déficit fiscal brasileiro e o risco país. É consenso entre economistas e analistas de Mercado que um dos maiores riscos à economia brasileira, hoje, é a transformação de soluções temporárias para arrefecimento da crise, em gastos permanentes.

 

Subida da Bolsa

 

Nesse cenário, o Ibovespa seguiu oscilando durante todo o mês de maio, porém conseguiu acumular ganhos de 8,58%, chegando aos 87.403 pontos. Tal crescimento vem como resposta aos incentivos monetários vindos do exterior, à reabertura de grandes economias após os picos de mortes e contágios polo novo coronavírus e a algumas notícias favoráveis sobre vacinas, o que poderia colocar fim na crise sanitária e financeira mundial.

 

Na renda fixa, despontaram em maio as aplicações em títulos públicos, que variam conforme a percepção de inflação. O IMA-B 5, que reflete o desempenho médio dos papéis com até 5 anos, avançou 2,12% e os papéis com mais de 5 anos,1,02%.

 

Estratégias da EnergisaPrev

 

Diante de tal cenário instalado, a EnergisaPrev segue firme com seus fundamentos de longo prazo, mas sempre objetivando capturar a melhor relação entre risco e retorno para seus investimentos. Apesar de os preços dos ativos que compõem as carteiras de investimentos terem sofrido forte desvalorização com impactos nas rentabilidades, é importante ressaltar que o seu dinheiro aplicado na Entidade está protegido e seguro por uma gestão eficiente e com rígidos controles.

 

A Fundação possui uma carteira bastante diversificada e investimos em empresas sólidas, capazes de passar por momentos como esse. O patrimônio de todos os planos é administrado observando princípios de segurança, rentabilidade, solvência, liquidez e transparência. Essas regras e princípios compõem o que se convencionou a chamar de Governança Corporativa, no qual toda a administração deve visar, sempre, a colaboração com o aumento da transparência no processo de análise, decisão e acompanhamento dos investimentos e recursos dos participantes.

 

A equipe responsável pelo processo decisório de investimentos segue acompanhando diariamente, via home office, o mercado financeiro, em busca de oportunidades de novos investimentos que otimizem a rentabilidade dos planos. O time monitora o comportamento dos ativos, faz análises dos relatórios e participa de reuniões com os gestores dos fundos investidos, economistas e consultores de investimentos, buscando sempre as melhores oportunidades.

 

Como resultado desse empenho, a EnergisaPrev está conseguindo superar todos aqueles percalços naturais de um movimento sem precedentes como o atual. Nessa caminhada, é importante que todos se lembrem de que o foco da previdência é o longo prazo e de que todas as decisões em investimentos são pensadas visando otimizar sua rentabilidade nesse horizonte de tempo.

 

Essa fase pede, portanto, muita serenidade e cautela na tomada de decisão. Sendo assim, procure pela Fundação, sempre que possível, utilizando os canais de atendimento e tire todas as suas dúvidas sobre a rentabilidade e características de seu plano. Quanto mais informados e mais próximos estivermos, maior será o sucesso e eficiência em nossa relação de longo prazo. Conte sempre com a EnergisaPrev!

 
 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

Como pode ser observado no quadro ao lado as estratégias foram positivas em maio. O mês foi marcado por uma continuidade da redução de volatilidade e recuperação das bolsas globais. Os principais ganhos se concentraram nos Fundos Moat Capital e Leblon ações que obtiveram retornos acima do Ibovespa. Observa-se que os Gestores de ações seguem cautelosos mantendo a preferência por empresas com balanço saudáveis e consigam atravessar bem a crise.  Seguem monitorando dois possíveis riscos: (1) uma segunda onda de contaminação por coronavírus, o que poderia levar a novas medidas de isolamento em vários locais cujas atividades já estavam sendo retomadas e (2) as declarações do presidente Donald Trump em relação à China, o que poderia reascender uma guerra comercial que parecia controlada. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos de renda variável da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

Retornos dos fundos multimercado

Essa classe de ativos apresentou desempenho positivo no mês de maio. Entre as posições que mais contribuíram para a performance dos fundos, figuram as apostas em renda fixa e em bolsa. Em Renda Fixa, os ganhos vieram de apostas a favor da queda dos juros no Brasil, e em Bolsa, nas posições concentradas no setor elétrico e mineração. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos multimercado da carteira da EnergisaPrev:

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

 

ESTRATÉGIA DE CRÉDITO

Assim como ocorreu em outras classes de ativos de risco, a crise do novo coronavírus atingiu o mercado de crédito privado de forma impactante. Os reflexos foram o aumento de volatilidade e a queda nos preços dos papéis. Diante desse cenário de forte abertura nos spreads, nossos fundos de crédito apresentaram em março e abril performance negativa, bastante abaixo do seu padrão histórico.

Em maio os fundos iniciaram um movimento de recuperação dado uma melhora na liquidez do mercado e algum movimento, ainda que tímido, no mercado primário. No início do mês, o congresso aprovou a PEC do Orçamento de Guerra, permitindo que o Banco Central compre títulos no mercado secundário. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos de crédito privado da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos de crédito privado

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

 
 

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

Retornos das NTN-B

A aplicação em títulos públicos no Tesouro Nacional busca mais segurança e é o principal ativo das carteiras das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. A instabilidade que a crise do coronavírus trouxe, reflexo da falta de clareza sobre o impacto na economia global, está testando até os investidores de títulos públicos. A tabela ao lado demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à  inflação: