JUNHO 2020

INVESTIMENTOS

Apesar de grande volatilidade,

ativos fecham em alta no mês de junho

Confira, abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado econômico no último mês e como eles afetaram as carteiras:

Índice

Ibovespa

Indicador

CDI
IMAB
IBOV
IFMMA
DOLAR
IFIX
IRFM1+
IDA
IPCA

2020

1,75%
-1,66%
-17,80%
-0,60%
35,86%
12,23%
6,03%
-0,74%
0,10%

jun/20

0,21%
2,05%
8,76%
1,67%
0,92%
5,61%
1,04%
1,30%
0,26%

Novo coronavírus e

o cenário internacional;

Bolsa encerrou o mês com

desempenho positivo;

Nova redução da Selic;

Como fica o PIB;

CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que quer dizer que cada plano possui sua política de investimentos e carteira que buscam garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente, isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos. 

Total dos recursos garantidores

R$ 1,36 bilhões

Evolução dos Investimentos

A EnergisaPrev administra aproximadamente R$ 1,36 bilhões em ativos para mais de 10.000 participantes através de 15 planos de benefícios previdenciários, sendo sete na modalidade de benefício definido, quatro na modalidade de contribuição variável e quatro na contribuição definida. Está entre os 100 maiores fundos de pensão do Brasil, de acordo com o ranking da Abrapp pagando por ano, aproximadamente
R$ 100 milhões em aposentadorias e pensões.

(em R$ bilhão)

O que fizemos nas carteiras

Zeramos a posição que tínhamos no fundo de crédito privado AF Invest CP Geraes, com o objetivo de suavizar ainda mais a volatilidade da parcela de renda fixa nessa classe de ativos. Para as demais classes, continuamos os estudos de revisão de nossas posições em renda variável e multimercados, buscando uma melhor otimização da carteira. Evoluímos, também, nas análises e estudos para alocação no exterior, com o intuito de aumentar a diversificação dos portfólios e buscar novas fontes de retorno.

Detalhamento por Plano

 

OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

 

Ao longo do último mês, alguns fatores impulsionaram o mercado financeiro nacional e internacional.
A reação rápida da atividade com a reabertura das cidades; a recuperação da economia chinesa; o otimismo com uma vacina amplamente disponível em 2021 e os estímulos monetários e fiscais em todo o mundo melhoraram a percepção de risco aos agentes de mercado.

 

Novo coronavírus e o cenário internacional

Apesar dos exemplos de Europa e Ásia no combate à pandemia, que até então tiveram melhor sucesso, o Brasil ainda enfrenta sérias dificuldades para estabilizar a curva de casos – o que colabora para a sensação de incerteza e para um cenário de retomada ainda mais lenta nos setores como o de comércio e serviços.


Nos Estados Unidos, algumas regiões que iniciaram o processo de reabertura entre abril e maio tiveram, como reflexo, a elevação no número de casos e hospitalizações ao final de junho. Tais indicativos fizeram com que demais estados colocassem em espera os planos de reabertura.
A dificuldade na retomada do comércio americano de maneira homogênea e segura será um dos principais fatores para o desempenho de sua economia e, consequentemente, do dólar frente
às moedas internacionais ao longo dos próximos meses.

Nova redução da Selic

O mercado brasileiro, por sua vez, encarou uma performance de ativos que foi, de maneira geral, positiva e em linha com seus pares, apesar da grande volatilidade no período. O destaque do mês foi
a decisão do Banco Central, que reduziu a taxa Selic em 75bps, para 2,25% a.a. – em linha com as expectativas do mercado. O mercado estima que, para a próxima reunião em agosto, ocorra mais um corte. Desta vez, de 25bps, levando a Selic à 2,00% a.a., o que corroborará ainda mais para a atração pela bolsa brasileira.

Bolsa encerrou o mês com desempenho positivo

A bolsa de valores nacional encerrou o mês de junho com desempenho positivo, apesar de incertezas ao redor do mundo e volatilidade da bolsa americana – devido a ruídos comerciais com China e Europa. O Índice Ibovespa subiu +8,76% no mês embora tenha fechado o semestre com perdas de -17,80%. 


No Brasil, a pandemia continua a causar impacto significativo em seu já combalido quadro tributário.
O aumento do déficit fiscal gera discussões entre analistas de mercado, que ainda não sabem por quanto tempo será necessário prorrogar o auxílio emergencial e outras medidas de estímulo. 

Como fica o PIB

O governo federal anunciou a extensão do auxílio emergencial por mais dois meses. Estima-se que, com a iniciativa, o resultado primário do setor público consolidado encerre 2020 em 12% do PIB, elevando a dívida a 92% do Produto Interno Bruto. Caso seja prorrogado por mais tempo, a estimativa sobe para uma despesa bruta que ultrapassará 100% do PIB.
 

Quando o assunto é risco, o Brasil possui uma posição diferente da maioria de seus pares. Com uma dívida preponderantemente interna – apesar de estar entre as maiores quando comparado a nações emergentes –, o país ainda mantém credor líquido, pois possui reservas em moeda estrangeira superiores à dívida externa.
 

O mercado de trabalho, por sua vez, tem registrado forte deterioração. Tal cenário agrava o desfavorável panorama de consumo das famílias. As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) seguem à contração de -6,50% em 2020, de acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central.

A contração do PIB reforça o cenário de grande ociosidade na economia brasileira, fazendo com que componentes da inflação ligados à demanda permaneçam em desaceleração. A inflação tende a ficar abaixo do piso da meta para o ano, que está em 4% com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. 


O cenário de atividade e inflação baixa permitirá juros em patamares históricos por período prolongado. Projeta-se que a taxa Selic permaneça em 2% a.a. até meados 2021 – o que impulsionará investidores a buscarem por ativos de maior risco, a fim de cumprir com suas metas atuariais e índices de referência.
 

Estratégias da EnergisaPrev

 

Com incertezas elevadas quanto à segunda onda do coronavírus; preocupação com uma recuperação econômica mais lenta; aumento dos gastos fiscais no Brasil e eleições norte-americanas em novembro, a EnergisaPrev segue cautelosa em sua tomada de decisão.


É possível observar que o cenário para os próximos meses ainda tende à volatilidade – ao menos até que se encontre uma solução no campo médico-científico. Ao considerar a finalidade da previdência, no entanto, e no seu propósito de investimento de longo prazo (com rentabilidades acumuladas por mais de 20 anos), os impactos dessa volatilidade serão quase imperceptíveis em sua aposentadoria.
 

Sendo assim, certo de que todas as decisões em investimentos são pensadas visando otimizar sua rentabilidade nesse horizonte de tempo, a Fundação convida você a tirar todas as suas dúvidas sobre rentabilidade e características de seu plano por meio de seus canais de relacionamento. Quanto mais informados e mais próximos estivermos, maior será o sucesso e eficiência em nossa relação de longo prazo. Conte sempre com a EnergisaPrev!

 
 

PIB

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

Como pode ser observado no quadro ao lado,
as estratégias foram positivas em junho, porém ainda negativas no acumulado de 2020. No mês, os mercados seguiram em ritmo de recuperação. Tanto as bolsas de mercados desenvolvidos quanto emergentes fecharam positivas. Os principais ganhos se concentraram nos Fundos Moat Capital
e Vinci Mosaic e Leblon – ações que obtiveram retornos acima do Ibovespa. Observa-se que os Gestores de ações seguem cautelosos, mantendo a preferência por empresas com balanço saudáveis e que consigam atravessar bem a crise.  No geral, as principais contribuições positivas ficaram concentradas no setor Imobiliário e de Varejo Online. A tabela ao lado demonstra os retornos
dos fundos de renda variável da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

Essa classe de ativo, assim como ativos de renda variável, apresentou desempenho positivo no mês de junho, porém negativo no acumulado de 2020. Os principais ganhos se concentraram nos Fundos Bahia Marau e SPX Nimitz, que obtiveram retornos acima do CDI. Entre as posições que mais contribuíram para a performance dos fundos, figuram as apostas em juros e bolsa. Os Fundos Canvas Vector e Kapitalo Kappa tiveram retorno abaixo do CDI. O primeiro teve perdas no book de moedas, o qual contribuiu negativamente para o resultado do fundo no mês; já o segundo sofreu perdas nas posições compradas em bolsa. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos multimercado da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos multimercado

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

 

ESTRATÉGIA DE CRÉDITO

Em junho, os fundos de crédito privado iniciaram um movimento de recuperação. Os principais ganhos se concentraram nos Fundos Sparta e JGP. Foi o segundo mês de recuperação do impacto negativo decorrente da crise do Covid-19. Observa-se uma equalização da relação oferta x demanda dos títulos, com os preços se recuperando (fechamento de spreads). A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos de crédito privado da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos de crédito privado

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

 
 

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

A aplicação em títulos públicos no Tesouro Nacional busca mais segurança e é o principal ativo das carteiras das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. A instabilidade que a crise do coronavírus trouxe, reflexo da falta de clareza sobre o impacto na economia global, continua testando até os investidores de títulos públicos. A tabela ao lado demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à inflação.

Retornos das NTN-B