JANEIRO 2022

INVESTIMENTOS

O ano de 2022 será desafiador

para a economia brasileira

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Confira abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado financeiro no mês de janeiro de 2022 e como eles afetaram as carteiras:

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Ibovespa - Janeiro/2022

6,98%

Indicador

CDI
Poupança
IMA-B
Ibovespa
IFMM-A
Dólar
IFIX
IRFM 1+
IDA Geral
IPCA
INPC
IPC

2022

0,73%
0,56%
-0,73%
6,98%
0,55%
-4,00%
-1,00%
-0,50%
0,32%
0,54%
0,67%
0,74%

jan/22

0,73%
0,56%
-0,73%
6,98%
0,55%
-4,00%
-1,00%
-0,50%
0,32%
0,54%
0,67%
0,74%

Mercados globais

Para os países desenvolvidos, o desafio está em administrar as pressões inflacionárias que surgiram em 2021 e como desmontar os fortes estímulos monetários adotados durante a pandemia.

Brasil

Como esperado pela maior parte do mercado financeiro brasileiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou em sua primeira reunião de 2022, uma nova alta de 1,5 ponto percentual na taxa básica de juros.

Mercado de ações

Apesar das constantes pressões fiscais, estabilidade no cenário eleitoral e ausência de perspectivas de reformas econômicas, houve um fluxo estrangeiro relevante de entrada na bolsa brasileira.

Inflação

O IPCA, índice responsável por medir a inflação do país, iniciou 2022 com taxa de 0,54% em janeiro, após alta de 0,73% em dezembro de 2021. Este é o maior resultado para um mês de janeiro desde 2016.

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CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que quer dizer que cada plano possui sua política de investimentos e carteira que buscam garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente. Isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos. 

Total dos recursos garantidores

R$ 1,54 bilhões

84,26%
4,31%
5,29%

1,05%

3,42%
1,67%

Renda Fixa

Renda Variável

Estruturados

Inv. Exterior

Empréstimos

Imobiliário

Evolução dos Investimentos

(em R$ bilhão)

 A EnergisaPrev administra aproximadamente R$ 1,54 bilhão em ativos de investimentos, o patrimônio dos planos é aplicado em diversos segmentos de investimentos, incluindo desde renda fixa até investimentos no exterior. A carteira de investimentos da EnergisaPrev vem passando por uma reformulação nos últimos meses, a gestão tem buscado investimentos que acompanhem o mercado atual, e seus gestores possuem grande capacidade para buscar as melhores alocações.
A aplicação dos recursos é realizada de maneira estratégica, buscando atingir rentabilidades que garantam uma evolução do patrimônio, assegurando os compromissos dos planos hoje e no futuro.

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Detalhamento por Plano

 

OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

 

O ano de 2022 será desafiador para a economia brasileira. De acordo com análises do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia do país deverá crescer em torno de 0,8% e 1,9%. A título de comparação, a média de crescimento prevista para os países emergentes é de aproximadamente 5,1%.

Mercados globais

Para os países desenvolvidos, o desafio está em administrar as pressões inflacionárias que surgiram em 2021 e como desmontar os fortes estímulos monetários adotados durante a pandemia.


Com inflação em torno de 7% e um mercado de trabalho forte, o Federal Reserve (Banco Central Americano) está se preparando para aumentar as taxas de juros. 


Na coletiva de imprensa após a última reunião realizada pelo Comitê (26/01), o presidente do Fed, Jerome Powell, indicou que a primeira alta de juros deve ocorrer em março, caso as condições sejam apropriadas. No momento manteve-se as taxas no intervalo de 0% a 0,25%.


Já o banco central chinês, na contramão dos principais bancos centrais do mundo, reduziu as taxas de juros no mês, além de reverter algumas medidas de aperto no setor imobiliário, na tentativa de estabilizar a economia. Essas medidas buscam suavizar os efeitos adversos do controle da pandemia no curto prazo.


Na China, a variante Ômicron continua se espalhando rapidamente pelo país. Este fator, somado a política sanitária “Zero Covid”, tem contribuído para que algumas cidades do país entrem em lockdown, a fim conter a disseminação do vírus.


A China é o principal cliente de produtos brasileiros. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ela responde por 32,1% de todas as exportações do país. E é neste contexto de desaceleração econômica chinesa, que o Brasil pode ser afetado a longo prazo. 

Brasil

Como esperado pela maior parte do mercado financeiro brasileiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou em sua primeira reunião de 2022, uma nova alta de 1,5 ponto percentual na taxa básica de juros. Elevando a Selic de 9,25% ao ano (a.a.) para 10,75% a.a.


O Copom ainda informou que a estratégia de aumento de juros permanecerá até que se consolide não apenas o processo de desinflação, como também o alcance as expectativas em torno de suas metas para o ano. 


Combate à inflação, cenário externo mais desafiador e incerteza relacionadas ao âmbito eleitoral conduzem a expectativa de um crescimento mais tímido para o país. 


O cenário fiscal também não tem sido dos melhores. A piora nas contas do governo diretamente relacionada a mudança na regra do teto de gastos, também aumentou a percepção de risco dos investidores em relação ao país. 


Felizmente, no mês de janeiro o real foi beneficiado por um cenário de migração de investimentos para mercados emergentes e ligados a commodities, que devem continuar com preços elevados, devido à expectativa de uma boa safra de grãos no Brasil.


Outro fator positivo e que vale ser mencionado é a perspectiva que a pandemia de Covid-19 saia de foco ao longo do ano de 2022. Mais de 60% da população brasileira tomou as duas doses da vacina ou a dose única até dezembro/2021. Estes números podem ajudar principalmente os serviços, que foi o mais impactado pela pandemia.

Mercado de Ações

O Ibovespa iniciou o ano com alta de quase 7,00%, melhor variação mensal apresentada em mais de um ano. Apesar das constantes pressões fiscais, estabilidade no cenário eleitoral e ausência de perspectivas de reformas econômicas, houve um fluxo estrangeiro relevante de entrada na bolsa brasileira.


A perspectiva de elevação dos juros nos Estados Unidos aumenta a atratividade da renda fixa sobre as ações do país. Porém, ao mesmo tempo tem contribuído para que os investidores busquem mercados mais flexíveis e baratos, em países emergentes como o Brasil, migrando para ativos em alta, como commodities.


O dólar por sua vez, cotado a R$ 5,30/US$1,00, encerra o mês de janeiro com uma desvalorização de 4,00%, foi o menor patamar registrado desde setembro de 2021.


Os índices S&P 500 (índice que mede o desempenho das principais empresas americanas de capital aberto) e Nasdaq (bolsa de valores sediada em Nova Iorque), também apresentaram queda de 5,26% e 9,10% no período, respectivamente. 


Diante do cenário e conforme mencionado, é importante destacar que qualquer alta de juros nos Estados Unidos pode afetar negativamente os investimentos no Brasil, já que torna os títulos do Tesouro norte-americana ainda mais atrativos para os investidores.

 


Inflação

O IPCA, índice responsável por medir a inflação do país, iniciou 2022 com taxa de 0,54% em janeiro, após alta de 0,73% em dezembro de 2021. Este é o maior resultado para um mês de janeiro desde 2016. No acumulado de 12 meses, o índice teve alta de 10,38%. Combustíveis e gás de cozinha tiveram queda no mês, enquanto preço dos alimentos subiram.


O cenário para 2022 é de juros elevados. Analistas projetam que o Banco Central eleve a taxa de juros em até 12,25% no ano, o que se soma à queda da renda real dos brasileiros devido ao nível ainda alto da inflação. O relatório Focus por sua vez permanece com a projeção da Selic em 11,75%. 


O câmbio por sua vez, deve ter um ano bastante volátil, reagindo à corrida eleitoral e à provável alta de juros para conter a inflação nos países desenvolvidos.


Com a alta dos juros, o investimento deve se contrair e o consumo das famílias desacelerar, enquanto o consumo do governo deve ser mais alto. Porém, com o crescimento mundial ainda moderado e o dólar se desvalorizando, podem contribuir, ainda que mínimo, para um crescimento positivo do PIB brasileiro.

 
A projeção de crescimento do PIB, segundo o relatório Focus, é de 0,30% para o ano de 2022.

Analistas econômicos ainda divergem se o retorno do indicador realmente será positivo, mas concordam que o desempenho permanecerá próximo a zero.

 
 
 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

O fundo exclusivo de renda variável ENERGISAPREV FIA, encerrou o mês com um retorno positivo de 5,52%. 


Conforme citado neste relatório, os investidores têm migrado seus ativos para áreas ligadas a commodities e mercados emergentes, favorecendo a bolsa brasileira que possui uma grande quantidade de empresas ligadas ao setor. A China também contribuiu para este resultado com a injeção de mais estímulos econômicos no país.

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

Retornos dos Fundos Multimercado Estruturados

 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

 O segmento de multimercado é composto pelos fundos ENERGISAPREV FIC FIM e VINCI CRÉDITO MULTIESTRATEGIA. O fundo exclusivo ENERGISAPREV FIC FIM apresentou um retorno negativo de 0,40% no mês. Já o fundo VINCI CRÉDITO MULTIESTRATEGIA, apresentou retorno positivo de 0,32%. 
A tabela ao lado demonstra o desempenho dos multimercados na carteira da EnergisaPrev:

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

ESTRATÉGIA EXTERIOR

Essa classe de ativos foi implementada no dia 18 de dezembro de 2020. A Fundação selecionou para a estratégia o FOF Multi Global Equities IE FIC com a gestão da área de Fund of Funds do Itaú DTVM. Os fundos investidos pelo ativo são: Morgan US Advantage, Egerton LO, Edgewood US Select, Wellington Strategic, Vanguard 500 Stock, Artisan Global, Vanguard Europe, Vanguard Japan e

T. Rowe Japan. 


Este segmento vem apresentando desempenho negativo devido as fortes retiradas de estímulos econômicos nos Estados Unidos, o tom mais abrupto do Banco Central americano em relação ao aumento da taxa de juro, e o do reconhecimento sobre inflação persistente. Estas características têm contribuído para que os investidores migrem seus ativos para países mais resilientes e baratos, como países europeus e emergentes, enquanto o quadro americano fiscal se estabilizar. 

Retornos dos fundos do exterior

 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA FIXA

Os fundos de renda fixa permanecem no radar do investidor conservador. A alta frequente dos juros tem estimulado a migração de recursos para a renda fixa atrelados ao CDI, Selic e IPCA, pois esses índices corrigem o retorno do investimento conforme sua variação.  


O fundo SAFRA SOBERANO REGIME PROPRIO II FIC FI apresentou o melhor desempenho dentre os demais fundos, fechando o mês de janeiro com um retorno mensal de 0,77%. 


O quadro ao lado demonstra os resultados dos fundos desde o início do ano:

Retornos dos fundos de renda fixa

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

Com relação aos títulos públicos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a carteira do IMA B decaiu neste último mês. Diferente de dezembro cujo desempenho foi de 0,22%, seu retorno em janeiro ficou negativo em -0,73%.


Para os subíndices, como o IMA B5, índice que comporta títulos até cinco anos e indexados ao IPCA, também não foi diferente, seu retorno no mês caiu, em dezembro foi de 0,79% e janeiro 0,11%. 


O IMA B5+ (composto por títulos com mais de cinco anos e indexados ao IPCA), encerrou o mês negativo em 1,61%. O índice IMA B5+ por se tratar de ativos com retorno mais longo, possui uma variação maior. 


Na renda fixa as posições pré-fixadas nos vértices mais longos foram bastante impactadas durante o movimento subida da curva de juros, o que explica boa parte da fraca performance obtida nestes meses nos fundos de renda fixa e multimercados.


A tabela ao lado demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à inflação.

Retornos das NTN-B