JANEIRO 2021

INVESTIMENTOS

Após bom desempenho ao longo do 2º semestre de 2020, no mês de janeiro de 2021 os mercados sofreram retornos de elevada volatilidade na maior parte das classes de ativos.

Confira, abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado econômico no último mês e como eles afetaram as carteiras:

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Indicador

CDI
ANBIMA_IMAB
IBOV
BTG_IFMMA
DÓLAR
IFIX
ANBIMA_IRFM1+
ANBIMA_IDAGERAL
IBGE_IPCA

Ibovespa - Janeiro/2021

-3,32%

2020

2,76%
6,41%
2,92%
4,45%
28,93%
-10,23%
8,45%
5,30%
4,52%

2021

0,15%
-0,85%
-3,32%
-0,82%
5,37%
0,31%
-1,39%
0,35%
0,25%

jan/21

0,15%
-0,85%
-3,32%
-0,82%
5,37%
0,31%
-1,39%
0,35%
0,25%

Aumento dos casos de Covid-19 no Brasil

Devido ao agravamento da pandemia no país, as especulações sobre a renovação do auxílio emergencial surgiram na câmara neste último mês.

Mercados globais

A hegemonia democrata no senado e congresso americano, confirma a “onda azul” e aumenta a perspectiva de novos pacotes de estímulos fiscais na economia americana, por esse motivo, cresce o apetite por ativos de risco.

Brasil

No âmbito doméstico, o agravamento da crise sanitária contamina a perspectiva dos agentes de mercado referente ao crescimento da economia brasileira para o primeiro trimestre do ano.

Mercado de ações

A Ibovespa volta em janeiro para 115 mil pontos.

Inflação

O descasamento entre o IPCA e o INPC no ano de 2020 foi maior que os observados em anos anteriores

CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que significa que cada plano possui sua política de investimentos e carteira, com o objetivo de garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente. Isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos.

Total dos recursos garantidores

R$ 1,58 bilhões

85,93%
4,38%
4,28%

1,23%

2,66%
1,53%

Renda Fixa

Renda Variável

Estruturados

Inv. Exterior

Empréstimos

Imobiliário

(em R$ bilhão)

A EnergisaPrev administra aproximadamente R$ 1,58 bilhão em ativos para mais de 14.000 participantes através de 18 planos de benefícios previdenciários, sendo sete na modalidade de benefício definido, quatro na modalidade de contribuição variável e quatro na contribuição definida. Está entre os 100 maiores fundos de pensão do Brasil, de acordo com o ranking da Abrapp, pagando por ano aproximadamente R$ 100 milhões em aposentadorias e pensões.

Evolução dos Investimentos

O que fizemos nas carteiras

Foi implementado os dois Fundos de Fundos (Fofs) exclusivos para as posições em renda variável e multimercados. O primeiro chama-se EnergisaPrev FIA, com a gestão da Vinci Gestão de Patrimônio, e, o segundo chama-se EnergisaPrev FIC FIM, com a gestão da Bradesco Asset Management. Quanto às aplicações no exterior, no mês, foi realizado o aporte no FOF Multi Global Equities IE FIC gerido pelo Itaú.  Foi efetivado o maior projeto da Fundação: a migração de planos. Em função desse movimento, foi realizada a segregação de ativos, e o reflexo foi um crescimento substancial da carteira do plano Energisa CD e a mudança de marcação de curva para mercado dos ativos recebidos pelo plano.

Detalhamento por Plano

OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

 

O mês dezembro foi marcado por movimentos de recuperação e apreciação dos mercados, impulsionados pelo início da imunização contra a Covid 19, otimismo com a recuperação do crescimento, eleições americanas e aprovação do pacote fiscal adicional pela FED. No Brasil, o otimismo está apoiado na conjuntura internacional, inflação e juros baixos,  mas os desafios para 2021 continuam. 

Aumento dos casos de Covid-19 no Brasil

Devido ao agravamento da pandemia no país, as especulações sobre a renovação do auxílio emergencial surgiram na câmara neste último mês. Em resposta, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou ser contra a uma decisão deste porte, afirmando que a continuidade do auxílio poderia causar danos à economia e consequências graves ao país.

Mercados globais

A hegemonia democrata no senado e congresso americano, confirma a “onda azul” e aumenta a perspectiva de novos pacotes de estímulos fiscais na economia americana, por esse motivo, cresce o apetite por ativos de risco. No que tange a pandemia do COVID-19, as atenções estão voltadas para o ritmo de vacinação nas economias, mais acelerado nos EUA e no Reino Unido, comparado à evolução do restante da Europa. Os riscos de novas cepas e da baixa oferta de vacinas no curto prazo ajudam a aumentar os temores de menor velocidade de recuperação das economias globais.

Brasil

No âmbito doméstico, o agravamento da crise sanitária contamina a perspectiva dos agentes de mercado referente ao crescimento da economia brasileira para o primeiro trimestre do ano. No cunho político, a vitória de candidatos governistas para a presidência da Câmara e do Senado traz otimismo quanto à possibilidade da retomada da agenda de reformas. No campo monetário, o Banco Central se mostrou menos confortável quanto à situação da inflação, sinalizando o início do ciclo de aumento de juros já no curto prazo.

Mercado de ações

A Ibovespa volta em janeiro para 115 mil pontos. O índice chegou a atingir o retorno acumulado de 4,19% em meados de janeiro/2021, porém com a grande aversão ao risco dos agentes de mercado, entregou todos os ganhos aferidos, fechando o mês com resultado negativo de 3,32%. Nos Estados Unidos, o S&P 500 registrou queda de 1,14%. Já no mercado de câmbio, o dólar ganhou valor frente ao real, com alta de 5,37%.


Inflação

O descasamento entre o IPCA e o INPC no ano de 2020 foi maior que os observados em anos anteriores. O INPC obteve retorno de 5,45% no acumulado de 2020 e o IPCA obteve retorno de 4,52%, o que se considera o descasamento de 93 bps. Em janeiro de 2021 o INPC teve resultado de 0,27% e o IPCA teve resultado de 0,25%, ou seja, o descasamento de 2 bps.

 
 
 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

Como pode ser observado no quadro ao lado e ao longo do relatório, as estratégias foram negativas em janeiro/2021. No mês, as principais contribuições superiores à 5% ficaram concentradas nos setores de Energia Elétrica, Intermediários Financeiros, Comércio, Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Transporte, Alimentos Processados, Comércio e Distribuição e Mineração. Todos os Fundos da estratégia variável obtiveram retornos negativos, refletindo o panorama do mercado. O Ibovespa caiu 3,32% e o índice de Small Caps foi negativo em 3,44%. Além disso, no 17 dia de dezembro foi implementado o fundo exclusivo EnergisaPrev FIA. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos de renda variável da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

Retornos dos fundos multimercado

 
 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

Essa classe de ativo apresentou desempenho negativo em todas as estratégias. O fundo Kapitallo Kappa obteve menor retorno no mês de janeiro/2021 e o fundo Bahia Marau obteve melhor retorno de todos os fundos da estratégia.  Além disso, no dia 17 de dezembro foi implementado o fundo exclusivo EnergisaPrev FIC FIM. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos multimercado da carteira da EnergisaPrev:

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

ESTRATÉGIA EXTERIOR

Essa classe de ativo foi implementada no dia 18 de dezembro. A Fundação selecionou para a estratégia o FOF Multi Global Equities IE FIC com a gestão da área de Fund of Funds do Itaú DTVM. Os fundos investidos pelo ativo são: Morgan US Advantage, Egerton LO, Edgewood US Select, Wellington Strategic, Vanguard 500 Stock, Artisan Global, Vanguard Europe, Vanguard Japan e T. Rowe Japan.

Retornos dos fundos do exterior

 
 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA FIXA

 A Estratégia é composta por 11 (onze) fundos que carrega a liquidez dos planos administrados. Destes 2 (dois) fundos tem liquidez imediata (Bradesco FIRF REF. DI FED. Extra e Votorantim Inst RF CP), 7 (sete) fundos multimercado institucional com gestão ativa (Itaú Alocação Dinâmica, Santander Ativo, Vinci Multiestratégia, Vinci Valorem, Active Fix, Sparta Top e Af Invest 30) e 2 (dois) fundos de crédito privado de longo prazo (Vinci Firf Imob e Vinci Crédito Multiestratégia).  Os principais ganhos se concentraram nos Fundos Vinci Crédito Multiestratégia e Sparta Top FIC FIRF, que obtiveram retorno de 2,49% e 0,48%, respectivamente.

Retornos dos fundos de renda fixa

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

Retornos das NTN-B

Com relação aos títulos públicos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a carteira do IMA B obteve retorno negativo de 0,85% em janeiro de 2021. Entre os subíndices, a maior rentabilidade foi do IMA B5, índice que comporta títulos até cinco anos e indexados ao IPCA, com variação de 0,11% no mês. Esse resultado foi carregado pelo vértice com vencimento em maio de 2021. O IMA B5+ (composto por títulos com mais de cinco anos e indexados ao IPCA), que registrou a menor rentabilidade da família IMA B, encerrou o mês com perda de 1,69%, carregados pelos ativos mais longos, com vencimento em 2050 e 2055. A tabela ao lado demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à inflação.