DEZEMBRO 2021

banner_dezembro_2021-1.png

INVESTIMENTOS

Altas dos preços devem continuar pelo menos até o primeiro semestre de 2022, segundo especialistas.

podcast_edited.png

Confira abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado financeiro no mês de dezembro de 2021 e como eles afetaram as carteiras:

folhas1.png

Ibovespa - Dezembro/2021

-11,93%

Indicador

CDI
Poupança
IMA-B
Ibovespa
IFMM-A
Dólar
IFIX
IRFM 1+
IDA Geral
IPCA
INPC
IPC

2021

4,41%
2,99%
-1,26%
-11,93%
1,80%
7,39%
-2,30%
-4,99%
6,88%
10,06%
10,16%
9,74%

dez/21

0,77%
0,49%
0,22%
2,85%
1,11%
-0,70%
8,77%
2,29%
0,81%
0,73%
0,73%
0,57%

out/21

0,49%
0,36%
-2,54%
-6,74%
-0,64%
3,74%
-1,47%
-3,44%
-0,22%
1,25%
1,16%
1,00%

nov/21

0,59%
0,44%
3,47%
-1,53%
0,07%
-0,41%
-3,63%
2,19%
1,75%
0,95%
0,84%
0,72%

Mercados globais

O ano de 2021, que começou sob a expectativa de reabertura e forte retomada econômica mundial, surpreendeu a todos no encerramento do segundo semestre no que tange à inflação.

Brasil

No Brasil, o cenário econômico para 2022 será desafiador. Riscos fiscais, ano eleitoral e a possibilidade de alta do dólar com uma elevação de juros nos Estados Unidos podem impactar o crescimento brasileiro.

Mercado de ações

Em dezembro, o Ibovespa subiu 2,85% e interrompeu a sequência de cinco meses consecutivos de perda.

Inflação

Nova variante Ômicron da Covid-19 e sua velocidade de contágio seguirão adicionando pressão às já desorganizadas cadeias de produção, e ao mercado de trabalho de maneira global.

folhas1_edited.png

CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que quer dizer que cada plano possui sua política de investimentos e carteira que buscam garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente. Isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos. 

Total dos recursos garantidores

R$ 1,54 bilhões

84,48%
4,07%
5,29%

1,23%

3,35%
1,58%

Renda Fixa

Renda Variável

Estruturados

Inv. Exterior

Empréstimos

Imobiliário

Evolução dos Investimentos

(em R$ bilhão)

 A EnergisaPrev administra aproximadamente R$ 1,54 bilhão em ativos de investimentos, o patrimônio dos planos é aplicado em diversos segmentos de investimentos, incluindo desde renda fixa até investimentos no exterior. A carteira de investimentos da EnergisaPrev vem passando por uma reformulação nos últimos meses, a gestão tem buscado investimentos que acompanhem o mercado atual, e seus gestores possuem grande capacidade para buscar as melhores alocações.
A aplicação dos recursos é realizada de maneira estratégica, buscando atingir rentabilidades que garantam uma evolução do patrimônio, assegurando os compromissos dos planos hoje e no futuro.

podcast.png

Detalhamento por Plano

 

OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

 

Altas dos preços devem continuar pelo menos até o primeiro semestre de 2022, segundo especialistas. A principal causa é o desequilíbrio entre oferta e demanda, consequência da paralisação mundial feita no início da pandemia de Covid-19.

Mercados globais

O ano de 2021, que começou sob a expectativa de reabertura e forte retomada econômica mundial, surpreendeu a todos no encerramento do segundo semestre no que tange à inflação. 


A crise hídrica, taxa de câmbio bastante depreciada, bem como o prolongamento do choque de oferta de insumos industriais e até mesmo alimentícios causados pela paralisação mundial, contribuíram para o aumento e não mais “transitório” do cenário inflacionário. 


Recordes de inflação observadas nas duas maiores potências, China e Estados Unidos, se espalham ao redor do mundo. Bancos centrais de países desenvolvidos e emergentes tem ajustado constantemente suas políticas monetárias a fim de estabilizar o quadro. 


Em destaque, temos a ata da reunião de política monetária dos Estados Unidos divulgada pelo FED (Banco Central Americano), nos dias 14 e 15 de dezembro/2021. Nela, autoridades do banco sinalizaram que diante da situação do mercado de trabalho, seria necessário não apenas aumentar a taxa de juros antes do esperado, mas também acelerar a redução de sua carteira geral de ativos para conter a alta inflação.


Já a economia da China, principal parceira comercial do Brasil, segue com sinais de desaceleração econômica provocada, especialmente, pela crise no mercado imobiliário. O lado positivo dessa situação é que, expectativas menores para o crescimento chinês podem ajudar a resfriar, ou pelo menos conter, as pressões inflacionárias que o mundo tem sofrido.

Brasil

No Brasil, o cenário econômico para 2022 será desafiador. Riscos fiscais, ano eleitoral e a possibilidade de alta do dólar com uma elevação de juros nos Estados Unidos podem impactar o crescimento brasileiro.


A previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), indicador que soma todos os bens e serviços produzidos no país, é de apenas 2% segundo o Banco Central para 2022, menos da metade em comparação a 2021, cuja variação registrada é de 4,50%, segundo relatório Focus publicado em 31 de dezembro. 


A inflação tende a perder forças, mas ainda seguirá em patamares elevados e possivelmente acima do teto, resultando na diminuição do poder de compra das famílias brasileiras.


No cenário fiscal, um dos principais desafios para 2022 será a discussão sobre um novo arcabouço fiscal. A Regra do Teto dos Gastos, que não tem sido estritamente obedecida desde 2020, não tem mais condições de ser cumprida sem a retirada de gastos do seu cálculo. Apesar da expectativa desse debate, não haverá nenhuma definição antes das eleições.


Apesar dos desafios que o país tem pela frente, a alta taxa de vacinação contra a covid e retomada no ciclo de commodities, podem reforçar as perspectivas de crescimento para o país num futuro próximo.

Mercado de Ações

Em dezembro, o Ibovespa subiu 2,85% e interrompeu a sequência de cinco meses consecutivos de perdas. Para 2021, o acúmulo ficou negativo em 11,93%, nem de longe acompanhando o ritmo global. 
 

O dólar por sua vez cotado a R$ 5,57/US$1,00 teve queda de 2,06%, em um mês de intensa volatilidade e um leve crescimento das curvas de juros. Nos últimos 12 meses a moeda norte-americana acumulou ganhos de 7,46% frente ao real. 


Os índices S&P 500 (índice que mede o desempenho das principais empresas americanas de capital aberto) e Nasdaq (bolsa de valores sediada em Nova Iorque), por sua vez, avançaram 4,6% e 1,6% no período, respectivamente. Apresentando ganhos acumulado do ano de 27% e 22%, respectivamente.
 

No exterior, os investidores têm acompanhado as perspectivas de crescimento dos Estados Unidos.

Isso acontece porque os juros mais altos nos EUA atraem investimentos para os papeis do Tesouro americano, valorizando o dólar e diminuindo consequentemente os recursos disponíveis para aportes em países emergentes como o Brasil, que são considerados mais arriscados. A previsão para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2022 caiu de US$ 58,05 bilhões para US$ 58 bilhões.

 


Inflação

Nova variante Ômicron da Covid-19 e sua velocidade de contágio seguirão adicionando pressão às já desorganizadas cadeias de produção, e ao mercado de trabalho de maneira global. No Brasil, é possível observar um alívio nos mercados de juros e uma queda nas inflações implícitas (principal indicador do nível futuro de preços).


Analistas projetam a taxa Selic, taxa de juros básicos da economia, em 11,75% para o final de 2022. Essa previsão pressupõe alta do juro básico da economia neste novo ano que se inicia. Após sete altas seguidas, a taxa Selic está em 9,25% ao ano. 


O IPCA, índice responsável por medir a inflação do país, apresentou alta de 0,73% em dezembro, acumulando aumento de 10,06% em 2021. Muito acima do centro da meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional no início do ano. A estimativa do índice para 2022 aumentou de 3,7% para 4,7%.


Com relação ao câmbio, incertezas sobre a política econômica a partir de 2023, a volatilidade típica de anos eleitorais e o ajuste de juros nos EUA podem ter influência relevante na cotação da moeda ao longo do ano.  Assim, para os economistas, o câmbio deve-se manter depreciado ao longo de 2022, refletindo esse cenário.


No todo, os resultados demonstrados neste relatório revelam que ainda estamos, e permaneceremos durante este ano que se inicia, distantes da tendência de crescimento visto no período de pré pandemia.

 
 
 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

Para o fundo exclusivo de renda variável ENERGISAPREV FIA, foi possível observar uma melhora em seu desempenho neste último mês. Em dezembro seu retorno ficou positivo em 2,35%, encerrando o ano com acúmulo negativo de 12,41%. 


Infelizmente este segmento tem sofrido com toda a crise fiscal e monetária que o país tem passado.  A aprovação do orçamento da PEC dos Precatórios em dezembro e o recesso parlamentar de janeiro reduziram a intensidade do noticiário fiscal, contribuindo para o retorno positivo do mês.

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

Retornos dos Fundos Multimercado Estruturados

 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

O segmento de multimercado é composto pelos fundos ENERGISAPREV FIC FIM e VINCI CRÉDITO MULTIESTRATEGIA. O fundo exclusivo ENERGISAPREV FIC FIM apresentou um retorno de 1,41% no mês, e um retorno acumulado para o ano de 2,58%. O fundo VINCI CRÉDITO MULTIESTRATEGIA, segue acumulando bons resultados. Para o mês o fundo apresentou retorno de 1,50%, com retorno acumulado no ano de 13,03%, resultado acima dos índices CDI e IFMM-A que são utilizados como comparativo de performance para os fundos. A tabela abaixo demonstra o desempenho dos multimercados na carteira da EnergisaPrev:

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

ESTRATÉGIA EXTERIOR

Essa classe de ativos foi implementada no dia 18 de dezembro de 2020. A Fundação selecionou para a estratégia o FOF Multi Global Equities IE FIC com a gestão da área de Fund of Funds do Itaú DTVM. Os fundos investidos pelo ativo são: Morgan US Advantage, Egerton LO, Edgewood US Select, Wellington Strategic, Vanguard 500 Stock, Artisan Global, Vanguard Europe, Vanguard Japan e T. Rowe Japan. 


Apesar do benchmark do fundo (MSCI World) ter performado positivamente, a estratégia ativa do gestor não acompanhou o desempenho em dezembro de 2021. Porém, no acumulado do ano o fundo superou o benchmark em 134 bps, trazendo um retorno nominal de 21,48% para os planos que possuem essa estratégia. 

Retornos dos fundos do exterior

 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA FIXA

Os fundos de renda fixa permanecem no radar do investidor conservador. Com a alta do juro real, que estimula migração de recursos para a renda fixa e uma eventual correção das bolsas no exterior, são fatores que contribuem para o crescimento do segmento por meio dos investidores que possuem aversão a risco. 


Nosso fundo exclusivo de crédito ENERGISAPREV FIRF CP apresentou o melhor desempenho dentre os demais fundos, fechando o mês de dezembro com um retorno mensal de 1,05%. 


O quadro ao lado demonstra os resultados dos fundos desde o início do ano:

Retornos dos fundos de renda fixa

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

Com relação aos títulos públicos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a carteira do IMA B decaiu neste último mês. Diferente de novembro cujo desempenho foi de 3,47%, seu retorno em dezembro ficou apenas em 0,22%.  


Para os subíndices, como o IMA B5, índice que comporta títulos até cinco anos e indexados ao IPCA, também não foi diferente, seu retorno no mês caiu, em novembro foi de 2,50% e dezembro 0,79%. 


O IMA B5+ (composto por títulos com mais de cinco anos e indexados ao IPCA), encerrou o mês negativo em 0,34%. O índice IMA B5+ por se tratar de ativos com retorno mais longo, possui uma variação maior. 


Na renda fixa as posições pré-fixadas nos vértices mais longos foram bastante impactadas durante o movimento subida da curva de juros, o que explica boa parte da fraca performance obtida nestes meses nos fundos de renda fixa e multimercados.
A tabela abaixo demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à inflação.

Retornos das NTN-B