DEZEMBRO 2020

banner_dezembro_v1-4.png

INVESTIMENTOS

Ano termina melhor, mas os riscos persistem. 
Bolsa iniciou o ano com 118 mil pontos e

terminou com 119 mil 

Confira, abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado econômico no último mês e como eles afetaram as carteiras:

folhas1.png

Indicador

CDI
ANBIMA_IMAB
IBOV
BTG_IFMMA
DoLAR
IFIX
ANBIMA_IRFM1+
ANBIMA_IDAGERAL
IBGE_IPCA

2020

2,76%
6,41%
2,92%
4,38%
28,93%
-10,23%
8,45%
5,30%
4,52%

dez/20

0,16%
4,85%
9,30%
2,28%
-2,53%
2,21%
3,05%
1,70%
1,35%

Ibovespa (em pontos)

Mercados globais seguem forte apreciação, impulsionados pelo início da imunização contra

a Covid-19. 

Os mercados globais seguiram movimentos de forte apreciação para os ativos de risco no mês de dezembro, impulsionados pelo início da imunização contra a Covid-19. Além disso, nos Estados Unidos houve a confirmação da vitória de Joe Baden. 

Inflação: Ano de 2020 encerra com alta de

4,52% - sendo o maior resultado desde 2016. 

O IPCA divulgado no mês registrou alta de 1,35%, encerrando o ano também com alta de 4,52% - sendo o maior resultado desde 2016. 

Os mercados de ações continuam a registrar

forte desempenho durante o mês

O Ibovespa, seguindo o ritmo das principais bolsas, obteve alta de 9,30%, e terminou o ano com 119 mil pontos.

Desafios para 2021: O ritmo de recuperação da economia no curto prazo dependerá dos efeitos da pandemia sobre o setor de serviços

O setor de serviços era responsável por mais de 50% dos empregos antes da crise, o que ressalta a importância da recuperação dessas atividades para o ciclo econômico. 

CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que quer dizer que cada plano possui sua política de investimentos e carteira que buscam garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente. Isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos. 

Total dos recursos garantidores

R$ 1,4 bilhões

85,23%
4,70%
4,23%

1,25%

2,72%
1,62%

Renda Fixa

Renda Variável

Estruturados

Inv. Exterior

Empréstimos

Imobiliário

(em R$ bilhão)

A EnergisaPrev administra aproximadamente R$ 1,42 bilhões em ativos para mais de 10.000 participantes através de 15 planos de benefícios previdenciários, sendo sete na modalidade de benefício definido, quatro na modalidade de contribuição variável e quatro na contribuição definida. Está entre os 100 maiores fundos de pensão do Brasil, de acordo com o ranking da Abrapp, pagando por ano aproximadamente R$ 100 milhões em aposentadorias e pensões.

Evolução dos Investimentos

O que fizemos nas carteiras

Foi implementado os dois Fundos de Fundos (Fofs) exclusivos para as posições em renda variável e multimercados. O primeiro chama-se EnergisaPrev FIA, com a gestão da Vinci Gestão de Patrimônio, e, o segundo chama-se EnergisaPrev FIC FIM, com a gestão da Bradesco Asset Management. Quanto às aplicações no exterior, no mês, foi realizado o aporte no FOF Multi Global Equities IE FIC gerido pelo Itaú.  Foi efetivado o maior projeto da Fundação: a migração de planos. Em função desse movimento, foi realizada a segregação de ativos, e o reflexo foi um crescimento substancial da carteira do plano Energisa CD e a mudança de marcação de curva para mercado dos ativos recebidos pelo plano.

Detalhamento por Plano

OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

 

O mês dezembro foi marcado por movimentos de recuperação e apreciação dos mercados, impulsionados pelo início da imunização contra a Covid 19, otimismo com a recuperação do crescimento, eleições americanas e aprovação do pacote fiscal adicional pela FED. No Brasil, o otimismo está apoiado na conjuntura internacional, inflação e juros baixos,  mas os desafios para 2021 continuam. 

Mercados globais seguem forte apreciação, impulsionados pelo início da imunização contra a Covid-19. 

Os mercados globais seguiram movimentos de forte apreciação para os ativos de risco no mês de dezembro, que foram impulsionados pelo início da imunização contra a Covid19 em importantes economias e, em virtude disso, os agentes econômicos seguem otimistas com a recuperação do crescimento. Além disso, nos Estados Unidos, o Colégio Eleitoral americano, em uma eleição conturbada, confirmou vitória de Joe Biden como o 46º presidente da história dos Estados Unidos, diante de várias acusações do presidente replicando Donald Trump sobre a existência de fraude eleitoral. Houve também, a aprovação pelo FED de um novo pacote adicional para outra rodada de estímulos monetários.

Os mercados de ações continuam a registrar forte desempenho durante o mês

No Brasil, o cenário também aponta para uma retomada do crescimento, apoiada pela conjuntura internacional e pelo quadro de inflação e juros baixos locais. Na última reunião do COPOM, foi decidido manter a taxa Selic em 2% ao ano. Em tom conservador, o Comitê sinalizou sua preocupação com a evolução das expectativas inflacionárias para o ano de 2021, indicando, naquele momento, para uma possível manutenção dos juros. Em função dessa sinalização, as taxas prefixadas recuaram ao longo da curva de juros em dezembro.

Inflação: Ano de 2020 encerra com alta de 4,52% - sendo o maior resultado desde 2016. 

Os indicadores de inflação local continuam a surpreender as expectativas do mercado, e o aumento dos preços, que antes estava em grande parte concentrado no grupo de alimentos e bebidas, começa a se espalhar de maneira mais consistente em bens duráveis e até em alguns núcleos relevantes para a política monetária. No início de 2020, o Boletim Focus (Bacen) previa uma inflação de 3,50%, chegando a 1,50% no meio do ano, porém, a partir do 2º semestre o mercado foi surpreendido, conforme demonstra o gráfico:

O IPCA divulgado no mês registrou alta de 1,35%, encerrando o ano também com alta de 4,52% - sendo o maior resultado desde 2016. Nos índices IMA, o destaque no mês veio dos ativos com duration superior à cinco anos, performando 7,51%. Adicionalmente, o melhor desempenho no ano da classe veio em função dos ativos com duration de até cinco anos, apresentando alta de 8,04%. Por fim, o IFMM resultou positivamente em 2,09%.

Desafios para 2021: O ritmo de recuperação da economia no curto prazo dependerá dos efeitos da pandemia sobre o setor de serviços

O ano terminou melhor, mas os desafios para 2021 continuam. O teto de gastos segue vigente e os prêmios de risco nos ativos brasileiros cederam. As condições de financiamento do Tesouro melhoraram, reduzindo o stress financeiro de curto prazo. Mas os riscos persistem. Os números da Covid 19 pioraram e ainda não há um cenário claro para vacinação. A pressão por gastos fiscais deve continuar elevada em 2021, a inflação segue pressionada e o ritmo de recuperação da economia no curto prazo dependerá dos efeitos da pandemia sobre o setor de serviços.


O IPCA ficou acima do esperado pelo mercado. Segundo os analistas, a alta da inflação é gerada pela elevação dos preços internacionais de alimentos, pelo descompasso entre oferta e demanda no setor de bens duráveis e pela recomposição de margem nos serviços.


O ritmo de recuperação da economia no curto prazo dependerá dos efeitos da pandemia sobre o setor de serviços. O setor era responsável por mais de 50% dos empregos antes da crise, o que ressalta a importância da recuperação dessas atividades para o ciclo econômico.


Pelo lado do fiscal, os resultados das contas públicas têm sido melhor do que o esperado. As despesas primárias destinadas ao combate à pandemia seguem pressionando o orçamento, mas em intensidade decrescente. No entanto, o cenário mais positivo de curto prazo, continuam. O impacto da pressão da inflação corrente sobre gastos obrigatórios atrelados ao salário mínimo, deve ser relevante nas despesas obrigatórias adicionais no ano 2021.


De acordo com os analistas, a aprovação dos gatilhos que protegem o teto em 2021 é relevante. O relatório da PEC Emergencial foi postergado para 2021 e, torna-se, portanto, essencial aproveitar a janela de oportunidade de curto prazo, com mercados favoráveis, para robustecer os detalhes da proposta e aprová-la nos primeiros meses do ano.


Diante disso, a Fundação os convida a tirarem todas as suas dúvidas sobre rentabilidade, características de seu plano e estratégias implementadas por meio de seus canais de relacionamento. Nesse período de volatilidade elevada, é importante o foco no longo prazo e, por isso, quanto mais informados e mais próximos estivermos, maior será o sucesso e eficiência nessa longa relação. Conte sempre com a EnergisaPrev!

 
 
 

Inflação (IPCA)

4,52%

Expectativa

Realizado

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

Como pode ser observado no quadro ao lado e ao longo do relatório, as estratégias foram positivas em dezembro. No mês, as principais contribuições ficaram concentradas nos setores de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (15,16%), Financeiro (10,89%), Materiais Básicos (10,81%) e Utilidade Pública (8,78%). Todos os Fundos da estratégia obtiveram retornos positivos, refletindo o panorama do mercado. O Ibovespa subiu 9,30% e o índice de Small Caps foi positivo em 7,52%. Além disso, no 17 dia de dezembro foi implementado o fundo exclusivo EnergisaPrev FIA. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos de renda variável da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

Retornos dos fundos multimercado

 
 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

Essa classe de ativo apresentou desempenho positivo e acima do CDI em todas as estratégias. O Fundo Kapitalo Kappa apresentou um resultado bastante satisfatório no mês. A atribuição de performance do ativo foi: (i) contribuíram positivamente as posições compradas e de valor relativo em bolsa, aplicadas em juros, vendidas em dólar e de valor relativo em commodities; (ii) Em bolsa brasileira, os destaques foram para ganhos em posições compradas nos setores de mineração e siderurgia e petróleo e gás.  Além disso, no 17 dia de dezembro foi implementado o fundo exclusivo EnergisaPrev FIC FIM. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos multimercado da carteira da EnergisaPrev:

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

ESTRATÉGIA EXTERIOR

Essa classe de ativo foi implementada no dia 18 de dezembro. A Fundação selecionou para a estratégia o FOF Multi Global Equities IE FIC com a gestão da área de Fund of Funds do Itaú DTVM. Os fundos investidos pelo ativo são: Morgan US Advantage, Egerton LO, Edgewood US Select, Wellington Strategic, Vanguard 500 Stock, Artisan Global, Vanguard Europe, Vanguard Japan e T. Rowe Japan. 

Retornos dos fundos do exterior

 
 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA FIXA

A Estratégia é composta por 7 (sete) fundos que carrega a liquidez dos planos administrados. Destes 2 (dois) fundos tem liquidez imediata (Bradesco FIRF REF. DI FED. Extra e Votorantim Inst RF CP), 4 (quatro) fundos multimercado institucional com gestão ativa (Itaú Alocação Dinâmica, Santander Ativo, Vinci Multiestratégia e Vinci Valorem)  e 1 (um) fundo de longo prazo (Vinci Crédito Multiestratégia). Os principais ganhos se concentraram nos Fundos Vinci Crédito Multiestratégia e Vinci Valorem, que obtiveram retorno de 2,35% e 0,74%, respectivamente.

Retornos dos fundos de renda fixa

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

Retornos das NTN-B

Com relação aos títulos públicos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a carteira do IMA B rentabilizou 6,4% no ano. Entre os subíndices, a maior rentabilidade anual foi do IMA B5, índice que comporta títulos até cinco anos e indexados ao IPCA, com variação de 8,04%, performando 1,83% no mês. Esse resultado do ano, mesmo impulsionado pelo aumento da procura por títulos curtos para proteção inflacionária, ficou 39% abaixo em relação a variação de 2019 (13,15%). O IMA B5+ (composto por títulos com mais de cinco anos e indexados ao IPCA), que registrou a menor rentabilidade da família IMA B, encerrou o ano com ganho de 5,5%, variando 7,51% no mês. Apesar disso, em 2020 performou 82% abaixo da rentabilidade de 2019 (30,37%). A tabela ao lado demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à inflação.