AGOSTO 2021

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INVESTIMENTOS

Inflação sobe para 0,87% em agosto e tem maior alta registrada desde 2000. O aumento no preço dos combustíveis, automóveis, alimentação e energia elétrica contribuíram para a crescente do índice. Economistas preveem que o ciclo da alta dos preços se estenda até 2022.

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Confira abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado financeiro no mês de agosto de 2021 e como eles afetaram as carteiras:

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Ibovespa - Agosto/2021

Indicador

CDI
Poupança
IMA-B
Ibovespa
IFMM-A
Dólar
IFIX
IRFM 1+
IDA Geral
IPCA
INPC
IPC

2021

2,06%
1,36%
-2,17%
-0,20%
1,71%
-1,03%
-4,22%
-5,18%
3,79%
5,67%
5,94%
6,07%

-0,20%

jul/21

0,36%
0,24%
-0,37%
-3,94%
-0,82%
2,39%
2,54%
-0,83%
0,37%
0,96%
1,02%
1,02%

jun/21

0,30%
0,20%
0,42%
0,46%
0,66%
-4,40%
-2,20%
0,22%
0,59%
0,53%
0,60%
0,81%

ago/21

0,43%
0,24%
-1,09%
-2,48%
-0,09%
0,42%
-2,66%
-1,11%
0,44%
0,87%
0,88%
1,44%

Mercados globais

O avanço da variante Delta da COVID-19 em diversas localidades do mundo continua desafiando as bolsas de valores internacionais, que apresentam sinais de desaceleração na economia.

Brasil

Na esfera econômica, dados da inflação seguiram altos no país, gerando grande surpresas frente as expectativas de mercado.

Mercado de ações

O mês de agosto no mercado de ações brasileiro foi marcado por percepção de aumento no risco fiscal e ruídos políticos.

Inflação

Novamente as projeções do mercado financeiro para a inflação acumulam alta e se distanciam ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 5,25%.

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CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que quer dizer que cada plano possui sua política de investimentos e carteira que buscam garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente. Isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos. 

Total dos recursos garantidores

R$ 1,56 bilhões

84,09%
4,59%
5,10%

1,69%

2,97%
1,55%

Renda Fixa

Renda Variável

Estruturados

Inv. Exterior

Empréstimos

Imobiliário

Evolução dos Investimentos

(em R$ bilhão)

A EnergisaPrev administra aproximadamente R$ 1,56 bilhão em ativos de investimentos, o patrimônio dos planos é aplicado em diversos segmentos de investimentos, incluindo desde renda fixa até investimentos no exterior. A carteira de investimentos da EnergisaPrev vem passando por uma reformulação nos últimos meses, a gestão tem buscado investimentos que acompanhem o mercado atual, e seus gestores possuem grande capacidade para buscar as melhores alocações.
A aplicação dos recursos é realizada de maneira estratégica, buscando atingir rentabilidades que garantam uma evolução do patrimônio, assegurando os compromissos dos planos hoje e no futuro.

O que fizemos nas carteiras

Foi implementado os dois Fundos de Fundos (Fofs) exclusivos para as posições em renda variável e multimercados. O primeiro chama-se EnergisaPrev FIA, com a gestão da Vinci Gestão de Patrimônio, e, o segundo chama-se EnergisaPrev FIC FIM, com a gestão da Bradesco Asset Management. Quanto às aplicações no exterior, no mês, foi realizado o aporte no FOF Multi Global Equities IE FIC gerido pelo Itaú.  Foi efetivado o maior projeto da Fundação: a migração de planos. Em função desse movimento, foi realizada a segregação de ativos, e o reflexo foi um crescimento substancial da carteira do plano Energisa CD e a mudança de marcação de curva para mercado dos ativos recebidos pelo plano.

Detalhamento por Plano

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OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

 

Mercados globais

O avanço da variante Delta da COVID-19 em diversas localidades do mundo continua desafiando as bolsas de valores internacionais, que apresentam sinais de desaceleração na economia. O número de casos cresceu de forma significativa nos estados menos vacinados dos EUA e em alguns países asiáticos. 


O Ministério de Finanças da China anunciou que vai implementar uma política fiscal mais vigorosa para estimular o crescimento econômico do país, além do Banco Central levantar a possibilidade de mais um corte no compulsório para ajudar as áreas rurais. 


Já nos EUA o Senado aprovou a Resolução do Orçamento de 3,5 trilhões de dólares elaborados pelo governo para investimentos sociais. O Congresso deve aprovar o pacote de gastos até 30 de setembro ou prorrogar o atual orçamento enquanto ocorrem os debates. Quanto a política monetária, o presidente do Federal Reserve tem afirmado que pretende reduzir os estímulos monetários (tapering) quando for adequado, começando pela redução das compras de títulos. 

Brasil

No mês de agosto o cenário local foi marcado por grandes tensões no campo político, entre os poderes executivo e judiciário. Questões sobre a política fiscal também ocasionaram ainda mais volatilidade nos ativos locais, o que foi refletido na bolsa de valores, que fechou o mês de agosto com resultado negativo.


Na esfera econômica, dados da inflação seguiram altos no país, gerando grande surpresas frente as expectativas de mercado. Ao mesmo tempo, a crise hídrica continua se agravando, mantendo o resultado preocupante ao longo dos últimos meses, gerando um aumento das bandeiras tarifárias de energia elétrica.


No que tange a pandemia da COVID-19, a vacinação no país se mantém elevada, porém as incertezas causadas pela variante Delta ainda trazem inseguranças e dificuldades na retomada de consumo.

Mercado de Ações

O mês de agosto no mercado de ações brasileiro foi marcado por percepção de aumento no risco fiscal e ruídos políticos.


O índice de referência do mercado acionário nacional o IBOVESPA, fechou o mês de agosto com perdas de 2,48%, resultando no segundo mês de resultados negativos, o resultado acumulado no ano ficou com um desempenho negativo de 0,20%.


Em contrapartida os mercados globais apresentaram retornos positivos no mês de agosto. O S&P 500, índice que mede o desempenho das principais empresas americanas de capital aberto, fechou o mês de agosto com um rendimento de 2,9%.

 


Inflação

Novamente as projeções do mercado financeiro para a inflação acumulam alta e se distanciam ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 5,25%. O relatório Focus divulgado em 10/09/2021 registra aumento da projeção do IPCA para 2021 de 7,58% para 8,00%, mais que o dobro do centro da meta estipulada pelo Banco Central de 3,75%. Fatores como alta do dólar, aumento nas exportações, crise hídrica e preço do petróleo no exterior são os principais causadores do aumento na inflação. 


Vale ressaltar que a situação do Brasil fica ainda mais complicada quando observada a taxa de desemprego no segundo semestre de 2021, que está em 14,1% segundo dados do IBGE. 

 
 
 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

Após a reestruturação na estratégia de renda variável abordada nos últimos meses, podemos observar no quadro abaixo o desempenho do fundo exclusivo ENERGISAPREV FIA, com rentabilidade de -2,80% a.m. Já o Ibovespa, índice utilizado como comparativo de performance fechou o mês em -2,48%, no acumulado ficou em -0,20%, já o fundo fechou em 0,03% no acumulado, resultado este superior ao índice. 

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

Retornos dos fundos multimercado

 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

 A estratégia de multimercado é composta pelo fundo VINCI CRÉDITO MULTIESTRATEGIA e o fundo exclusivo ENERGISAPREV FIC FIM, o acumulado do ano ficou em 7,46% e 0,88% respectivamente. A tabela abaixo demonstra os retornos dos fundos multimercado da carteira da EnergisaPrev:

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

ESTRATÉGIA EXTERIOR

Essa classe de ativos foi implementada no dia 18 de dezembro. A Fundação selecionou para a estratégia o FOF Multi Global Equities IE FIC com a gestão da área de Fund of Funds do Itaú DTVM. Os fundos investidos pelo ativo são: Morgan US Advantage, Egerton LO, Edgewood US Select, Wellington Strategic, Vanguard 500 Stock, Artisan Global, Vanguard Europe, Vanguard Japan e T. Rowe Japan. 

Retornos dos fundos do exterior

 
 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA FIXA

Dois novos fundos foram acrescentados a estratégia de renda fixa. Um deles é o SAFRA SOBERADO que possui liquidez imediata, com operações atreladas ao CDI e aplicações em cotas de fundos com carteira composta por títulos públicos federais, cuja primeira aplicação ocorreu em 03/08. 


O outro ativo é o ENERGISA FIRIF CP, o primeiro fundo exclusivo de crédito privado da EnergisaPrev, que tem por objetivo alocar 100% dos recursos em ativos de Crédito Privado, buscando melhor diversificação dos recursos de renda fixa, cuja primeira aplicação ocorreu em 24/08. 

Retornos dos fundos de renda fixa

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

Com relação aos títulos públicos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a carteira do IMA B obteve retorno negativo de 1,09% em agosto de 2021. Entre os subíndices, o IMA B5, índice que comporta títulos até cinco anos e indexados ao IPCA, apresentou um desempenho positivo de 0,15%. Esse resultado foi carregado pelo vértice com vencimento em maio de 2022. O IMA B5+ (composto por títulos com mais de cinco anos e indexados ao IPCA), encerrou o mês com perda de -2,22%, justamente por se tratar de ativos com retorno mais longo sua variação é maior, principalmente em vista a volatilidade que o mercado vem presenciando. A tabela abaixo demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à inflação.

Retornos das NTN-B