AGOSTO 2020

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INVESTIMENTOS

Em agosto, bolsa cai 3,44%. No consolidado do ano, perdas somam 14,07%.

Confira, abaixo, os principais eventos e índices que marcaram o mercado econômico no último mês e como eles afetaram as carteiras:

Índice IBOVESPA em pontos

Indicador

CDI
ANBIMA_IMAB
IBOV
BTG_IFMMA
DoLAR
IFIX
ANBIMA_IRFM1+
ANBIMA_IDAGERAL
IBGE_IPCA

2020

2,11%
0,80%
-14,07%
1,71%
35,74%
-12,98%
6,37%
1,80%
0,70%

ago/20

0,16%
-1,80%
-3,44%
0,11%
5,15%
1,79%
-1,13%
0,54%
0,24% 

Bolsa encerra o mês com desempenho negativo

Em agosto, o índice Ibovespa caiu 3,44%, dada a preocupação com a deterioração fiscal.

Eleição americana poderá ter consequência para

os mercados

A disputa entre o candidato democrata Joe Biden e o republicado Donald Trump está, aos poucos, voltando ao radar dos investidores.

Banco Central reduz taxa de juros Selic para 2% a.a

Copom leva Selic ao patamar de 2% a.a, indicando propensão a encerramento do ciclo de redução.

PIB cai 9,7% no segundo trimestre de 2020

O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 9,7% no segundo trimestre de 2020 (comparado ao primeiro trimestre de 2020).

CONSOLIDADO DOS INVESTIMENTOS DA ENERGISAPREV

Os planos administrados pela EnergisaPrev possuem segregação real de ativos, o que quer dizer que cada plano possui sua política de investimentos e carteira que buscam garantir a solvência e liquidez ao longo do tempo, orientadas pelo passivo de cada plano (como o fluxo do passivo, por exemplo). Assim, os recursos dos planos de benefícios são contabilizados e gerenciados separadamente, isto é, de forma independente e não solidária, inclusive nos resultados auferidos. 

Total dos recursos garantidores

R$ 1,36 bilhões

85,93%
4,76%
4,49%
2,81%
2,01%

Renda Fixa

Renda Variável

Estruturados

Empréstimos

Imobiliário

Evolução dos Investimentos

A EnergisaPrev administra aproximadamente R$ 1,36 bilhões em ativos para mais de 10.000 participantes através de 15 planos de benefícios previdenciários, sendo sete na modalidade de benefício definido, quatro na modalidade de contribuição variável e quatro na contribuição definida. Está entre os 100 maiores fundos de pensão do Brasil, de acordo com o ranking da Abrapp pagando por ano, aproximadamente R$ 100 milhões em aposentadorias e pensões.

(em R$ bilhão)

O que fizemos nas carteiras

Como informamos no relatório anterior, a posição no fundo de crédito privado AF Invest Geraes 30 FI RF CP, JGP C 90 FIC FIRF CP LP e Sparta TOP FIC FIRF foi zerada, com o objetivo de suavizar ainda mais a volatilidade da parcela de renda fixa nessa classe de ativos. Os recursos recebidos dos referidos fundo, juntamente com o recebimento de pagamento de cupom e vencimento da NTN-B 15/08/2020, foram aplicados nos Fundos Multimercados Institucionais Vinci Valorem, Itaú Alocação Dinâmica, Santander RF Ativo e Vinci Multiestratégia. A Fundação entendeu que o crédito, mesmo com a melhora nos últimos meses, poderá sofrer impactos no curto prazo e uma recuperação maior na economia beneficiará os multimercados. Observa-se que os fundos de crédito estão com volatilidades próximas e até acima de alguns multimercados institucionais. Para as demais classes, foi iniciada a operacionalização dos Fundos (Fofs), exclusivos para posições em renda variável e multimercados. Nos próximos meses, a área de investimentos irá dar continuidade às operacionalizações e implementação dessas e outras estratégias.

Detalhamento por Plano

 

OBSERVAÇÕES E ANÁLISE DE MERCADO

 

Nos mercados globais, o mês de agosto foi marcado pela continuidade da boa performance dos ativos. O índice da bolsa americana S&P 500 valorizou 7% – que chegou a bater a máxima histórica de 3.508 pontos –, enquanto o índice da bolsa europeia Euro Stoxx 50 subiu 2,9%. O índice japonês Nikkei 225, por sua vez, apresentou ganho de 6,6%.  Já no Brasil, a bolsa se desvalorizou.

Bolsa encerra o mês com desempenho negativo

Em agosto, o índice Ibovespa caiu 3,44%. Analistas atribuem o pífio desempenho ao noticiário fiscal e político brasileiro. Em âmbito fiscal, especialistas seguem cautelosos com o possível descumprimento do teto dos gastos. O cenário foi agravado pelo contexto político, dadas as incertezas quanto à permanência da atual equipe de gestão econômica e seu alinhamento à austeridade fiscal, tão exigida pelo Executivo. Incertezas que aumentaram durante o mês com a saída do secretário especial de desestatização e privatização e do secretário de desburocratização, gestão e governo digital.
 

Após reações negativas do mercado, o Governo Federal reafirmou seu compromisso com o equilíbrio fiscal e com a agenda de reformas. Ainda restam dúvidas, no entanto, quanto à utilização do capital político do próprio Presidente da República nesse processo.
 

A evolução da pandemia do novo coronavírus, a recuperação da atividade global, a continuação dos estímulos fiscais e monetários, a tensão entre EUA e China e as eleições americanas em novembro seguem como os principais determinantes dos preços.

Eleição americana poderá ter consequências para os mercados

A disputa entre o candidato democrata Joe Biden e o republicano Donald Trump está, aos poucos, voltando ao radar de Gestores de Fundos, Economistas e Analistas de mercado. 


Para alguns, a vitória de Joe Biden elevaria o risco monetário, dado ao fato de sua agenda política prever aspectos não liberais. Entre as propostas do candidato democrata está a reversão do corte de impostos a empresas aprovado e oferecido pelo governo Trump, que contribuiu com a alta lucratividade de grandes empresas mas que, ainda assim, não trouxe retorno em aumento de salários e empregos.


Caso Biden vença as eleições, estima-se um aumento da carga tributária de 21% para 28%, o que, de acordo com o Banco Goldman Sachs, reduziria o lucro das grandes empresas em 12% – impactando, dessa forma, suas ações.


Para outros, a vitória de Biden pode trazer certa estabilidade aos mercados, principalmente no tocante à política comercial com a China. As decisões em tarifar  importações chinesas têm gerado muita volatilidade para o mercado acionário, o que desagrada governos, acionistas e grandes empresas.

Banco Central reduz Selic a 2% a.a

Em meio a esse cenário, o Comitê de Política Monetária (COPOM) realizou nova redução da taxa de juros Selic, levando-a ao patamar de 2% a.a. A medida indica propensão ao encerramento do ciclo de afrouxamento monetário, já que ainda restam incertezas relevantes à frente, principalmente no que diz respeito: (i) ao nível de utilização de capacidade da economia até que uma vacina seja encontrada; (ii) à solvência das empresas em um contexto de alta ociosidade; (iii) real sofrendo forte desvalorização frente ao dólar.
 

A redução da taxa de juros visa estimular a Economia, que já estava combalida mesmo antes da pandemia de Covid-19. Sob os efeitos da pandemia e do isolamento social, o Produto Interno Bruto (PIB) sofreu forte queda no segundo trimestre de 2020.

PIB cai 9,7% no segundo trimestre de 2020

O PIB caiu 9,7% no segundo trimestre de 2020 (comparado ao primeiro trimestre de 2020). Em relação a igual período de 2019, o PIB caiu 11,4%. Entre os segmentos, a maior queda foi na Indústria (-12,3%), seguida por Serviços (-9,7%). A Agropecuária apresentou variação positiva de 0,4%.


No 1º semestre de 2020, o PIB caiu 5,9% em relação a igual período de 2019. Nesta comparação, houve desempenho positivo para a Agropecuária (1,6%) e quedas na Indústria (-6,5%) e nos Serviços (-5,9%).


Em meio ao complexo panorama enfrentado mundialmente, dado que os próximos meses ainda tendem à volatilidade – ao menos até que se encontre uma solução no campo médico-científico e o cenário fiscal brasileiro fique mais claro –, os participantes da EnergisaPrev podem ter a certeza de que todas as decisões em investimentos estão focadas em garantir sua rentabilidade no longo prazo, sempre visando diversificação do portfólio e buscando a melhor relação entre risco e retorno.


Para isso, a Fundação os convida a tirarem todas as suas dúvidas sobre rentabilidade, características de seu plano e estratégias implementadas por meio de seus canais de relacionamento. Quanto mais informados e mais próximos estivermos, maior será o sucesso e eficiência nessa relação de longo prazo. Conte sempre com a EnergisaPrev!

 
 

ESTRATÉGIA DE RENDA VARIÁVEL

Como pode ser observado no quadro ao lado, as estratégias foram negativas em agosto. No mês, a performance das bolsas de países desenvolvidos fechou positiva e a de países emergentes, como Brasil, teve ritmo de recuperação interrompido desde o anúncio da pandemia, em março. No país, uma parte do governo tenta retomar a agenda de reformas enquanto analisa como acomodar o novo programa “Renda Brasil” em previsto orçamento para 2021. Os Fundos, com exceção do Oceana Selection FIA, Constância Fundamento FIA, Vinci Mosaico e Moat Capital obtiveram retornos abaixo do Ibovespa. Já os Fundos Leblon Ações II FIC FIA, Navi Institucional FIC FIA e Vinci FIA Selection obtiveram retornos acima do Ibovespa – ou seja, os Fundos caíram menos que o referido índice. No geral, as principais contribuições positivas ficaram concentradas no setor de Siderurgia e Locação de Veículos, enquanto as negativas ficaram no setor imobiliário e no setor elétrico. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos de renda variável da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos de renda variável

[1] O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 e reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. 

 

ESTRATÉGIA DE MULTIMERCADOS

Essa classe de ativo apresentou desempenho positivo no mês de agosto na maioria das estratégias. Com exceção dos Fundos Absolut Vertex II FICM, Kinea Arke FIM e Kinea Macro Chronos, os Fundos Multimercados que constam na carteira dos planos obtiveram retornos acima do CDI. Entre as posições que mais contribuíram para a performance dos fundos, continuam nas apostas em juros reais e inflação. A tabela ao lado demonstra os retornos dos fundos multimercado da carteira da EnergisaPrev:

Retornos dos fundos multimercado

[2] IFMM-A é uma referência para a indústria de hedge funds. No Brasil, esses produtos se assemelham aos fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento.

 

ESTRATÉGIA DE RENDA FIXA

O quadro fiscal segue impactando os títulos de renda fixa. A principal preocupação dos investidores é em relação à deterioração das contas públicas e o descumprimento do teto dos gastos, junto à possibilidade de saída do atual ministro da economia. Tal combinação colaborou com a alta da curva de juros. No mercado de crédito, observa-se a continuação do movimento de fechamento dos spreads para títulos indexados a CDI+ e debêntures IPCA. Os ativos que pagam %CDI apresentaram estabilidade. Os fundos da carteira continuaram o movimento de recuperação. Os principais ganhos se concentraram nos Fundos JGP e Vinci Valorem, que obtiveram retorno de 0,91% e 0,79%, respectivamente.

Retornos dos fundos de crédito privado

[3] Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia as operações interbancárias (entre bancos).

[4] O Índice de Debêntures ANBIMA, conhecido como IDA, espelha o comportamento de uma carteira de dívida privada, mais especificamente das debêntures. Ele é um termômetro do desempenho desses produtos para os investidores.

 
 

ESTRATÉGIA DE TÍTULOS

PÚBLICOS FEDERAIS

A aplicação em títulos públicos no Tesouro Nacional busca mais segurança e é o principal ativo das carteiras das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Às vésperas de uma nova queda da taxa Selic, os prêmios pagos pelos papéis foram reduzidos ainda mais, o que levou todos os títulos atualmente disponíveis para compra a registrarem alta acima da variação do CDI. Os títulos públicos indexados à inflação, as NTN-Bs, rentabilizaram na média 4,55%. Vale lembrar que o investidor só terá as perdas ou os ganhos apontados se efetivamente vender os papéis antecipadamente. Se carregá-los até o vencimento, o retorno vai respeitar as taxas e as condições contratadas no momento de aquisição dos títulos. A tabela ao lado demonstra os retornos das NTN-B (Notas do Tesouro Nacional Série B), ativo indexado à inflação.

Retornos das NTN-B